

BOM DIA.
enquanto você está aí planejando como gerar buzz para o seu próximo lançamento, a Meta está, de fininho, lançando um novo app: o Forum. será que ela quer ser o novo Reddit?
a lógica faz sentido. comunidades ainda são uma das partes mais fortes do Facebook, mas hoje estão enterradas dentro de um app que faz de tudo. e, em tempos de IA, conversas humanas viraram ativo: Reddit, LinkedIn e Wikipedia estão entre as fontes que mais alimentam respostas das LLMs.
o lembrete que fica: quem domina a conversa, domina o jogo.
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TRENDING NOW
🚲 O primeiro bike-thru do mundo abriu na capital mundial das bikes. A ideia é um “fast-drink restaurant” onde você chega pedalando, faz seu pedido e sai com um Oatly na mão.
🫱🏻🫲🏼 Quem é o seu 1%? O YouTube está testando uma ferramenta que permite aos creators publicar conteúdos exclusivos para os fãs mais engajados da audiência.
⚽ FIFA Ad Tracker 2026. Achamos esse site gratuito que reúne todas as campanhas da Copa.
🍷 Wine-ratona, conhece? Da mesma família da baratona e da brunchratona, a ideia mistura corrida + degustação de vinho no Parque Villa-Lobos. Confira.
RESUMO DA SEMANA
Hot takes pelo 🌎
😳 Fale com a versão digital dos maiores influenciadores do mercado. É isso que a VERSIO IA promete. Na semana passada, nomes como Virginia, Roberto Justus e Rodrigo Faro se reuniram no Rosewood para o lançamento da plataforma brasileira de IA voltada para mentoria e expansão de conteúdo. A ideia é transformar o conhecimento de especialistas e influs em avatares conversacionais, permitindo que o público converse com eles em tempo real para tirar dúvidas e buscar orientação. Pensa só: em vez de só acompanhar os looks da Silvia Braz pelos Stories, você poderia conversar com um avatar treinado com o repertório dela e receber uma resposta personalizada. O futuro, ou melhor, o presente, do conteúdo é conversacional.
💰 It's out! A Meta acaba de lançar oficialmente planos de assinatura pagos para Instagram, Facebook e WhatsApp. Para o consumidor, a empresa passa a monetizar pequenos desejos de uso diário: ver Stories anonimamente, personalizar o perfil, ampliar a duração de conteúdos, entre outros recursos. Para criadores e empresas, o diferencial está na distribuição. Pagar também passa a significar mais visibilidade, mais ferramentas e mais controle sobre crescimento. Mas nenhum pacote oferece uma versão sem ads. O motivo? A Meta ganha cerca de US$ 26 por mês por usuário americano apenas com publicidade, então, por enquanto, não vale abrir mão disso. A estratégia está sendo criar uma segunda camada de monetização, entregando valor adicional para seus clientes. (leia mais).
🛥️ Quase tudo pode ser copiado, mas, por ora, o IRL ainda não. Por isso, cada vez mais marcas estão transformando experiência e hospitalidade em diferencial competitivo. O marketing deixa de ser só a campanha e passa a ser o que as pessoas vivem, sentem e postam depois dela. A Alo é um bom exemplo. Com o ALO Voyage, a marca criou um clube de bem-estar flutuante em um iate na Riviera Francesa, com yoga ao nascer do sol, pilates, drenagem linfática, IV therapy e recovery. Pode parecer extremo para uma marca premium de activewear, mas a estratégia parece estar justamente aí: usar experiência, exclusividade e creators/VIPs para fazer o salto de premium para luxo. Check out.
DEEP DIVE
A Copa pode salvar a marca EUA?

(fonte: Famous Campaign)
Faltam 10 dias para a Copa do Mundo. E, convenhamos, a energia ainda não está exatamente no clima de Copa…
Na semana passada, falamos sobre a importância do Menino Ney para o Brasil 🇧🇷 no torneio. Nesta semana, com a Copa se aproximando, vale olhar para outro personagem central dessa história: o país que vai sediar boa parte dela.
Porque, assim como marcas criam e participam de grandes eventos para construir percepção, a Copa também pode ser lida como uma enorme ferramenta de branding.
Afinal, todo país também é uma marca.
E quando falamos dos EUA, estamos falando de uma das marcas-país mais fortes da história. Por quase um século, os EUA tiveram uma capacidade quase natural de fazer o resto do mundo querer o que eles tinham.
Ou seja, a Copa de 2026 deveria ser uma das vendas mais fáceis da história do torneio: o maior evento esportivo do planeta aterrissando no maior mercado de mídia do mundo. Mas, por enquanto, a conta parece mais complexa.
💭 A reflexão que queremos provocar aqui é: será que sediar a Copa ainda é suficiente para fazer o mundo olhar para os EUA com mais desejo? Vamos explorar.
1. Awareness não é preferência
Em janeiro de 2026, o Brand Finance Global Soft Power Index registrou os EUA como a marca-país com a maior queda de soft power entre 193 nações avaliadas. Pela primeira vez, a China superou os EUA em 19 dos 35 atributos de marca medidos, incluindo reputação, valores humanos e governança.
Uma erosão de brand equity. Ninguém no mundo desconhece os EUA. Mas ser conhecido e ser desejado são coisas diferentes. E a percepção acumulada, moldada pelas conversas em torno do país, vem alterando o famoso “Brand America”.
Política, vistos, segurança, imigração, guerras, rejeição cultural e outros temas passaram a dividir espaço com o que, em tese, deveria ser uma narrativa mais simples: futebol, turismo e entretenimento.
2. Patrocínio nunca foi neutro
Se a Copa pode ajudar a reposicionar os EUA, ela também carrega esse contexto para as marcas que entram junto.
Em uma pesquisa com fãs britânicos, 42% disseram que poderiam deixar de comprar de uma marca que patrocina uma Copa politicamente desconfortável. E 75% entendem que patrocinadores endossam, de alguma forma, o país-sede.
Estar num evento global entrega um belo alcance: mais de 3,5 bilhões de pessoas devem assistir pelo menos uma parte do torneio. Para marcas como Coca-Cola, Adidas, McDonald’s e Visa, a Copa continua grande demais para ignorar.
Mas, se a Copa vira vitrine para os EUA, essas marcas também compõem essa imagem. Elas não compram só alcance: emprestam códigos culturais ao evento. A pergunta é se esse equity volta para o Brand America depois.
3. Sediar não é o mesmo que criar cultura
O futebol cresceu muito nos EUA desde 1994, mas ainda não virou religião. Apenas 32% dos americanos dizem que pretendem assistir à Copa. Para comparar, o Super Bowl chega a 69%.
E esse é um ponto importante: se o futebol ainda não ocupa um lugar tão forte no imaginário americano, será que a Copa tem potência suficiente para mudar a percepção global sobre o país?
Porque, para fortalecer a marca EUA, o torneio precisa fazer mais do que atrair turistas e audiência internacional. Precisa também parecer relevante dentro de casa.
3. Quando falta narrativa, falta percepção de valor
O caso dos ingressos mostra bem isso. Pela primeira vez na história da Copa, a FIFA adotou dynamic pricing, e os preços subiram tanto que a entidade foi chamada pela Justiça a explicar a lógica por trás da cobrança.
Para ter dimensão: o ingresso mais caro da final pode chegar a US$ 30 mil. Na final do Qatar, o mais caro custava US$ 1.600.
O problema não é só cobrar caro. Luxo, escassez e grandes eventos sempre tem um preço salgado. O problema é cobrar caro sem construir a percepção de valor que sustenta esse preço.
E isso ajuda a explicar por que a Copa pode até vender, mas talvez esteja vendendo menos do que poderia, especialmente para o fã internacional, que é quem mais injeta dinheiro na economia local.
4. A Copa ainda vence. Mas o que ela constrói?
Em 1978, a Argentina sediou a Copa em plena Guerra Suja. Todos pararam para assistir e o torneio serviu como um respiro e uma boa propaganda.
Mas a pergunta é o que ficou depois: a Copa construiu reputação ou só criou uma boa campanha de momento?
Essa é a questão para 2026. A Copa nos EUA vai ter a potência de ajudar a reposicionar o Brand America ou apenas criar um intervalo emocional antes de tudo voltar para o mesmo lugar?
No fim, o futebol quase sempre vence. Mas reputação se constrói no que fica depois dele acabar.
Nosso takeaway
O “Brand America” que ainda tem o maior palco do mundo, um awareness imbatível, influência e uma capacidade única de dominar conversas globais. Mas consideration, preferência e valores percebidos são outra história.
Em outras palavras: possuir o palco não significa controlar o espetáculo. E audiência não é o mesmo que reputação.
Para nós, fica o lembrete: você pode ter todos os olhos do mundo em você e ainda assim precisar provar, de novo, por que as pessoas deveriam gostar do que estão vendo.
E você, acha que a Copa vai salvar a marca EUA?
WHAT'S ON OUR RADAR
📄 Read: “Mystery is the best marketing”
O artigo fala sobre como as pessoas estão cada vez mais desesperadas para fazer parte de algo. Com IA acelerando cópias, algoritmos mudando e a cultura de influência saturada, o valor deixa de estar só em views e passa a estar em participação. Afinal, existe uma moeda social em contar para um amigo sobre algo antes do algoritmo entregar para ele. O ponto é que marcas estão trocando escala por algo mais difícil de fabricar: significado, conexão e histórias que parecem vividas, não apenas planejadas para performar. Uma forma de fazer isso? Usar a própria história como narrativa. Por exemplo: Jacquemus nomeou a própria avó como a 1ª embaixadora da marca.
👀 Watched: “How I Built a $1B Brand in My 20s”
Para quem não conhece, Mari Llewellyn e Greg LaVecchia são o casal por trás da Bloom, marca de wellness que nasceu digital e hoje vale bilhões. A história deles começou com a jornada de transformação da Mari e a venda de alguns elásticos de ginástica ainda na casa dos 20 e poucos anos. Nesse vídeo, Greg abre o playbook por trás dessa construção e conta o que realmente fez a Bloom sair de uma comunidade online para virar uma marca bilionária.
👍🏻 Followed: zezinhotiktoker123
O marido de Malu Borges ganhou milhares de seguidores no TikTok nos últimos meses, e conquistou a gente também. Nem precisamos de muito para explicar o porquê: em tempos de tanto conteúdo performático, é refrescante ver alguém tão autêntico e com personalidade.
🎙️ Listened: Open Residency com Robert Greene
Para quem não conhece, Robert Greene é o cara por trás de The 48 Laws of Power, livro que virou quase uma bíblia sobre poder, influência e comportamento humano.
Depois de estudar líderes políticos, artistas e grandes atletas, ele destrincha o que faz alguém conquistar, manter ou perder poder, e como essas mesmas dinâmicas aparecem nos negócios. Em tempos de IA, ele reforça que algo não muda: a interação social humana.
APRESENTADO POR NEOOH
O the news deu um passeio pelo Ibirapuera... 🌳
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Se você foi correr ou passear no parque recentemente, talvez tenha encontrado uma carinha familiar por lá. Decidimos sair das telas para ocupar momentos de “dwell time” — aquele intervalo onde a rotina desacelera e a marca não interrompe, mas te acompanha.
Essa nossa "aparição" física só foi possível graças à NEOOH, que detém os ativos mais estratégicos de OOH do Brasil. Eles entendem que, para uma marca ser lembrada, ela precisa estar onde a vida acontece com qualidade.
Do Ibirapuera aos maiores aeroportos e salas VIP do país, a NEOOH é quem coloca marcas em contextos premium, seguros e em formatos desenhados para cada marca. 👉 Quer que sua marca também saia do óbvio? Conheça a NEOOH.
BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque
🌴 Dua Lipa está sempre de férias. A vida dos sonhos da artista já virou até meme, e agora foi a vez do Google surfar nisso. Em parceria com a Service95, ela acabou de liberar no Google Maps mais de 130 lugares favoritos pelo mundo. Nós já corremos para salvar.
👁️ A OpenAI chamou a produtora de Drive to Survive para criar sua própria docussérie. A série acompanha a Chip Ganassi Racing e mostra como a IA já é usada como vantagem competitiva nas corridas.
☕ Starbucks na sua casa e na sua rotina fitness. O último lançamento da marca é uma bebida RTD com 22g de proteína. A campanha levou o produto para um challenge no Strava.
🍗 Club de fidelidade cultural para fãs. A rede de asas de frango resignifica seu programa de fidelidade, trazendo acesso antecipado a sabores, drops de merch, eventos exclusivos, experiências em jogos da NBA, pedidos em grupo e outros. Leia mais sobre.
🍌 Água de banana é a próxima água de coco? Ainda não vimos nenhuma bebida assim no Brasil, mas essa marca aqui chamou nossa atenção. Veja a campanha.
👀 Se você chegou até aqui, já sabe que temos um bom repertório. Imagina o que dá pra construir juntos... Clique aqui e fale com a gente.
O que você achou da edição de hoje?
até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻

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