BOM DIA.

O Méqui queria vender mais milkshakes 🧋. Então começou pelo caminho mais óbvio: perguntou aos consumidores como melhorar o produto. Mudou a receita, criou sabores, reduziu açúcar.

Nada mudou. Então trocaram a pergunta: “por que as pessoas compram milkshake?”. Resposta: commuters das 8h às 10h, presos no trânsito, queriam algo para ocupar o tempo. Não era sobre sabor. Era sobre matar o tédio.

Solução: milkshakes mais grossos (duram mais), máquina mais acessível (compra rápida) e pedaços para deixar a experiência mais interessante. Vendas subiram 40%. A chave? Entender qual job o produto está sendo contratado para cumprir.

💭 uma fonte de inspiração para os seus conteúdos, estratégia e uma pitada de insights para a sua marca.

🎙️ Nos ouça clicando aqui.

ANOTA ESSA

Ele foi o primeiro executivo de monetização do TikTok no país e o segundo funcionário do Twitter no Brasil. Neste episódio, dá uma masterclass de como uma marca pode agir com uma criadora de conteúdo para reter atenção.

POLL OF THE WEEK

Queremos que essa newsletter seja cada vez mais a sua cara.

.(Continue rolando para ver os resultados do poll da semana passada)

RESUMO DA SEMANA

Hot takes pelo 🌎

⚡️ Kim K lança marca de energético, mas não exatamente. A marca já existe desde 2022. Kim era consumidora e começou a dar feedback espontâneo. Isso evoluiu para uma sociedade, e agora ela entra como co-founder no relançamento, que traz reformulação, nova embalagem e preço acessível. O direcional é substituir a cafeína tradicional por paraxantina — composto que o próprio corpo produz ao metabolizar cafeína. Desde ontem, já está em 4 mil lojas nos EUA, com 5 sabores. Movimento clássico Kardashian: entra cedo, vira sócia, escala com varejo gigante.

📊 Creators estão ganhando mais em 2026? Segundo esse estudo, a creator economy deve crescer 18% esse ano e atingir US$ 43,9 bi. Mas apenas 16% dos creators nos EUA ganham mais de US$ 50 mil por ano. Ao mesmo tempo, 51% disseram que a renda aumentou em relação ao ano anterior. Ou seja: o dinheiro está crescendo, só que concentrando. Grandes marcas não querem gerenciar 50 creators a US$ 10 mil. Querem 1 parceiro a US$ 500 mil ou US$ 1 milhão. Resultado: cheques maiores, para menos gente. A economia cresce. A distribuição, nem tanto.

🎬 A Netflix “perdeu” a Warner, e mesmo assim saiu ganhando? Ao desistir da compra, viu as ações subirem ~14% e ainda embolsa US$ 2,8 bilhões em taxa de rescisão. O deal de US$ 72 bilhões poderia complicar seu modelo de streaming, trazer risco regulatório e adicionar a complexidade de um estúdio tradicional. Quem assume agora é a Paramount, que herdará quase US$ 100 bi em dívida — o que pode limitar investimento em conteúdo e pressionar cortes. No fim, disciplina estratégica também é vantagem competitiva. Nem todo ativo é “need to have”.

👻 Snapchat aposta com tudo em creator. Além de anunciar o The Snappys, seu 1º awards show para premiar Snap Stars (com Matt Friend como host e DJ Khaled recebendo homenagem), a plataforma também lançou o Creator Subscriptions — modelo que permite aos fãs pagar por conteúdo exclusivo, replies prioritárias e Stories sem ads. Com 946 M de usuários ativos mensais e forte crescimento no Spotlight (feed de vídeos curtos), o Snap quer transformar creators em negócios dentro da plataforma — e, ao fidelizar quem cria, garantir que o público venha atrás.

BIG STORY

Seria essa a maior oportunidade de todas as marcas na Copa do Mundo?

A arquitetura econômica do esporte está mudando. E quando ela muda, não muda apenas onde o jogo passa — muda quem captura atenção, dados e, principalmente, valor.

Para as marcas, isso abre uma oportunidade: deixar de patrocinar apenas eventos e passar a se conectar com o que realmente concentra atenção hoje — pessoas.

🔎 Zoom out: O esporte foi o último bastião da TV linear porque dependia do ao vivo e do ritual coletivo. Durante décadas, o modelo era: uma emissora pagava bilhões por direitos exclusivos e se tornava o único caminho entre o jogo e o fã. A estrutura era simples: liga → emissora → anunciante → fã. Quem controlava esse caminho, controlava o valor.

Mas esse modelo quebrou…

Três forças mudaram o jogo:

  1. O streaming fragmentou o acesso. Hoje, um fã pode gastar mais de US$ 1.500 por ano para assistir a todos os jogos da NFL. O que era simples virou caro e confuso — e isso abre espaço para alternativas mais diretas.

  2. A Geração Z redefiniu o que é “assistir esporte”. Eles seguem o atleta, não a emissora. Jogo, bastidor ou highlight — tudo é conteúdo da mesma pessoa.

  3. O NIL deu autonomia econômica ao atleta. Antes, o atleta (especialmente no universitário) não podia ser um negócio. Hoje, ele pode monetizar nome, imagem, audiência e distribuição.

A grande virada

O atleta deixou de ser protagonista do jogo e virou também canal. Em alguns casos, o fã chega ao jogo pelo feed do jogador, não pela emissora que detém os direitos.

Isso muda três coisas:

💸 Para a economia do esporte: O atleta também vira mídia, ampliando o inventário de patrocínio além da TV e criando novas formas de monetização.

🤾🏻 Para o atleta: O valor deixa de ser só performance e passa a incluir a audiência que ele mobiliza. Ele é talento e distribuição ao mesmo tempo.

⚾️ Para o esporte feminino e ligas menores: A dependência de grandes contratos de TV diminui. Se há engajamento, o próprio atleta já é o canal.

Essa transformação divide o mercado:

De um lado, grandes eventos globais (Super Bowl, Copa do Mundo, Olimpíadas) continuam valendo bilhões porque são rituais coletivos e momentos culturais.

Fora do topo, exclusividade passa a limitar alcance. Para ligas médias e menores, o caminho vira alcance máximo — e hoje ele vem da distribuição via atletas e criadores.

O “meio” do mercado precisa escolher: insistir no modelo antigo ou adotar a lógica da rede.

E as emissoras? O modelo mais inteligente é deixar de competir com os atletas e passar a servi-los. Ter “produção como serviço”: a emissora oferece infraestrutura e qualidade técnica; o atleta traz audiência e alcance. A grande vantagem passa a ser o inventário unificado (distribuição de TV linear + social) com receita compartilhada.

O que isso significa para as marcas na Copa?

Durante décadas, marcas compraram esporte comprando acesso: patrocínio do evento, inserção na transmissão, presença no estádio. Isso continua relevante, especialmente nos grandes rituais globais.

Mas o novo cenário cria algo diferente: a possibilidade de capturar atenção em torno do esporte sem depender só do selo oficial.

Hoje, uma marca pode escolher um atleta com comunidade real, apoiar sua jornada na Copa, fazer livestream na suas redes, e construir narrativa diária de bastidores e emoção — muitas vezes gerando mais presença cultural do que apenas patrocinando o evento.

Pela primeira vez no esporte universitário, três jogadoras da Colorado State transmitiram ao vivo um jogo oficial enquanto ainda estavam em quadra.

Porque o fã pode até assistir ao jogo na transmissão oficial. Mas ele vive a Copa no feed de alguém. E se a arquitetura econômica do esporte está mudando para colocar o atleta como produto, produtor e canal, então o movimento mais inteligente para marcas não é só “patrocinar o esporte”. É patrocinar a rede.

No centro dessa redistribuição está quem sempre foi o ativo mais valioso do esporte — mas nunca controlou sua própria cadeia de valor, até agora: o atleta.

COFFEE TALK - COLUNA DA SEMANA

O que Margot Robbie já entendeu, e você ainda não, sobre imagem

Method dressing. Caso você ainda não saiba o que isso significa, aqui vai uma breve explicação: é quando a moda vira extensão da narrativa — a pessoa se veste para refletir o universo da obra, incorporando visualmente a história que está sendo contada, assim como no method acting o ator incorpora o personagem.

Na prática, roupas, cores e silhuetas traduzem o conceito do filme nas aparições públicas — como se a história continuasse fora das telas, sem precisar de palavras.

Pode parecer tosco, mas é uma técnica excelente para impulsionar a conexão entre os protagonistas, o projeto em questão e os fãs.

Alguns exemplos recentes dessa estratégia:

Acima, Margot Robbie durante a divulgação do filme “Barbie” em 2023 e ao lado, este ano durante a divulgação do filme “O Morro dos Ventos Uivantes”.

Temos também Zendaya à esquerda em 2024 durante a divulgação do filme “Rivais” e a direita durante a divulgação do filme “Duna - parte 2”.

Ok, Bia, mas o que isso tem de tão relevante para a minha vida? Tudo.

No cotidiano, fazemos o mesmo (ainda que de forma inconsciente). Escolhemos, todos os dias, a roupa para ir trabalhar que constrói uma narrativa sobre quem somos.

Num cenário de excesso de informação (e feeds cada vez mais rápidos), a imagem se tornou o primeiro filtro de interpretação. Antes de entender quem você é, as pessoas entendem o que você parece ser. Imagem também é linguagem, e quando a imagem comunica uma coisa e o discurso comunica outro, o ruído e a desconfiança são inevitáveis.

Por isso, alinhar imagem e comunicação não é só importante, é estratégico.

Você vai a uma reunião com a intenção de fechar negócio. Entre um look estruturado que comunica autoridade, confiança e um look fluido e com babados que comunica delicadeza e inocência, qual deles você escolheria? Qual estratégia você acha melhor?

E é justamente aqui que o paralelo com o method dressing deixa de ser algo distante do tapete vermelho e passa a fazer sentido na vida real.

Porque, mesmo sem promover um filme, todos nós comunicamos diariamente uma narrativa visual sobre quem somos, o que valorizamos e como queremos ser percebidos.

Muito prazer! Eu sou a Bia Zuquim, consultora de estilo e influenciadora. Se você quiser alinhar sua imagem e sua comunicação de forma prática e sem se perder no personagem, me chame no direct - @biazuquim.

BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque

🚬  Uso de redes sociais é o novo cigarro? Essa foi a provocação da Mumsnet, plataforma online para pais no UK, que lançou uma campanha pedindo a proibição de redes para menores de 16 anos — usando a estética dos avisos de maço de cigarro.

⚰️ Uma playlist para a eternidade? Spotify e Liquid Death lançam a Eternal Playlist Urn — urna funerária com caixa de som Bluetooth que toca uma trilha baseada no seu histórico.

🧀 O cream cheese quer ser o novo ovo, presente em todas as refeições. Para isso, a Philadelphia lançou a plataforma “Really Philly Good”, com o Phillyboy surgindo para salvar receitas e elevar pratos do dia a dia.

🥞 Imagina algo assim em CGH? No Dia da Panqueca, a estação St Pancras virou “London St Pancake” por um dia — branding oportunista que transforma data sazonal em mídia.

💜 O Mercado Pago segue alfinetando o roxinho. Depois de Anitta, agora escalou Maxiane, recém-eliminada do BBB 26, para provocar o Nubank. No vídeo, ela brinca que “escolheu o roxo mesmo sabendo que poderia não render”.

TRENDING NOW

🍗 Esse tweet da KFC que bateu 2,5 M de views em menos de 24h, resultado de ouvir os fãs.

🥢 A Bibigo, marca global de comida coreana, criou os ScrollSticks — hashis pensados para quem já rola o feed enquanto come. Check out.

🍯 Essa marca quer reinventar o mel. O insight? Em categorias maduras, a inovação não está necessariamente no produto, mas na experiência física de uso.

📈 Como crescer no YouTube em 2026? Confira aqui.

LAST WEEK POLL RESULT:

Qual deve ser o próximo lançamento do the news?

51.2% lançariam um app. Doc/séries (21.6%) e um jornal físico (17.2%) vêm em seguida.

“Um app me parece ser a evolução mais óbvia e, necessária, em caso de atualizações diárias. Mas penso que o trend reports poderia ser mais do que isso, poderia ter uma frente 360, incluindo ações no mundo offline também. Usar esse público especializado como experimentação. ”

“definitivamente documentários e séries, mas se vocês criassem um jornal físico eu compraria todos os domingos! estou engajando muito em mídia física ultimamente para sair do celular.”

“Como é um assunto que me interessa muito, um app para ter contato todos os dias, um jornal físico (até como colecionador, assim como o meio&mensagem faz) eu acho muito legal. ”

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