

BOM DIA.
Eu sempre me pergunto quem eu seria pelada. Você já se questionou?
Antes de responder, peço desculpas se assustei com o título. Não é exatamente o que você pensou.
Sem o muito ou pouco dinheiro que você tem. Sem seu trabalho, sua casa, suas roupas, se não houvesse redes sociais.
Quem você seria? E como o mundo te veria? O que sobraria para esse julgamento ser construindo?
Para mim, sobra o que está na nossa cabeça. Se tiram o que tangivelmente temos, sobra o que somos: nossos valores, conhecimento, repertório, a capacidade de formar conexões.
Em resumo, sobra o que ninguém te tira: sua inteligência. O que está aqui 🧠.
Foi verdadeiramente o que me fez vir trabalhar no the news. Fazer parte de uma empresa que não só promete te deixar mais inteligente, mas te entrega, todo dia, de graça, o que você precisa para chegar lá sozinho.
E é exatamente por acreditar nisso que o mercado de hoje me incomoda tanto.
Conteúdos com promessas sexy demais que, no fundo, têm muita superficialidade e pouca profundidade na entrega.
No fim, todos usando as mesmas técnicas e ferramentas para te entregar o mesmo bolo, só com um acabamento diferente, que, em grande parte, é oco.
Não vim aqui pra criticar. Só fico pensando em como podemos continuar construindo algo diferente. E é isso que me leva a aparecer aqui hoje.
Vim te fazer uma proposta: levar essa troca para fora da telinha.
No dia 20/08, vamos reunir em São Paulo no nosso evento pessoas muito interessantes do nosso mercado, de João Branco aos CEOs do WhatsApp e da Strava. Sei que você poderia abrir um podcast com qualquer uma delas agora. Todo mundo pode.
Mas esse é o negócio. Quando todo mundo tem acesso às mesmas coisas, o que ainda nos diferencia?
Para mim, são as conexões que fazemos, o senso crítico que construimos e as conversas que nenhum algoritmo consegue reproduzir. Porque, quando o digital torna tudo tão acessível e parecido (e sou muito fã dele, don’t get me wrong), estar presente vira único.
Por isso meu convite é para a gente se encontrar.
Minha única promessa é que o papo que você pode ter comigo e com as pessoas que estarão lá será irreplicável, assim como as perguntas que você vai se fazer quando sair.
Meu hot take? No futuro, quem se destaca é quem faz as melhores perguntas. Pra mim, é isso que te constrói e te diferencia quando você tá verdadeiramente pelado.
O link pra garantir sua presença está aqui. 83% dos ingressos já foram vendidos.
O preço está justo, nosso produto diário é de graça, e esse é o valor que precisamos para colocar esse encontro de pé. A entrega, pra mim, é um dos poucos luxos que ainda existem: boas conversas com pessoas interessantes, conexão de qualidade.
Mas, se esse preço ainda não funcionar para você ou se precisar tirar alguma dúvida, aproveito e deixo meu email aqui: [email protected]
Espero te ver lá.
— Ju, editora do caderno
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🤖 A entrega sem motoboy chegou. A Zoox, da Amazon, foi liberada para cobrar por corridas de robotáxi, enquanto a DoorDash ganhou sinal verde para entregar com drones.
💼 O LinkedIn acaba de permitir posts em collab. Aos poucos, a rede profissional parece estar abandonando o terno e se inspirando no guarda-roupa das outras plataformas.
🍔 O Big Mac Index. Há quatro décadas, esse índice faz um raio X do preço do mesmo hambúrguer pelo mundo. Animal!
🫁 É igual a um vape, mas feito para ajudar você a respirar melhor. O nome da trend? Lung maxing. Depois da pele e do sono, agora essa marca quer otimizar os seus pulmões.

🐟 Chegou a “barra de proteína mais simples do mundo”, e não é a David Bar. É a Jacked Granny, sua nova concorrente, que promete ter menos ingredientes do que um picles. A estratégia combina vários bons códigos de marca: transforma os ultraprocessados em vilões, coloca a barra em uma lata de metal, daquelas que lembram atum enlatado, adota uma avó musculosa como ícone e constrói desejo com pré-venda, lista de espera e influenciadores. Mas o mais interessante está no mistério. A marca usa imagens propositalmente borradas, oferece pouca informação institucional (exemplo o botão para saber a história no site não está ativo). O Instagram fala em três ingredientes, enquanto a embalagem mostra quatro. A Jacked Granny não está contando tudo de uma vez. Está criando lacunas para que as pessoas acompanhem a história enquanto a marca se constrói, e fiquem curiosas para descobrir o próximo capítulo. Can't wait para ver ao vivo essa marca se construindo.
💸 Por que o dinheiro mais inteligente do mundo está comprando times esportivos? Vinod Khosla, tem uma das VC mais influentes do mundo e foi um dos primeiros a apostar na OpenAI, pagou US$ 9,6 bilhões pelo Seattle Seahawks. Por quê? O esporte reúne algo cada vez mais raro: milhões de fãs assistindo à mesma coisa, ao vivo, emocionalmente envolvidos e com atenção total. Um time, portanto, não é apenas um time: é mídia, distribuição e comunidade. E, como falamos na semana passada, dinheiro não basta quando não há atenção envolvida. O aprendizado? Se você tem um espaço físico com poder de distribuição, pense em tudo o que pode acontecer ali, divida essas oportunidades em categorias e encontre uma marca para patrocinar cada uma delas. Tem negócio aí. E, se você é uma marca, talvez seja hora de pensar como investidor, não apenas como patrocinador: em vez de só comprar atenção, possuir parte da plataforma que a concentra.
📊 A Midjourney, uma das principais IAs de geração de imagem, acabou de comprar um aplicativo de astrologia. O Co–Star tem 4,3 milhões de usuários ativos. Pessoas que abrem o app praticamente todos os dias porque se sentem compreendidas por ele: seus mapas astrais, personalidades, relacionamentos e humores. É uma quantidade gigantesca de dados construída em torno de quem cada pessoa é. A Midjourney, por outro lado, é excelente no que faz, mas ainda vive principalmente dentro do Discord. Ela é uma ferramenta poderosa, não necessariamente um hábito, e ainda tem pouco relacionamento direto com o consumidor. Agora, a fundadora do Co–Star chega para liderar o design da Midjourney e pode levar toda essa lógica de personalização para dentro do ecossistema. Imagine deixar de pedir “crie uma imagem disso” e começar a dizer: “crie algo que combine com o meu humor de hoje”. A provocação aqui é: qual empresa você poderia comprar ou colaborar para acessar dados comportamentais que ainda não tem sobre o seu consumidor?

O amor eterno foi inventado para vender diamantes

Não queremos quebrar o coração de ninguém aqui hoje, mas sinto lhe informar que muitos dos beliefs que temos na vida foram criados para nos vender algo.
Está aqui um case para você, ou para a sua marca, que quer convencer alguém de algo.
No século XIX, diamantes eram encontrados em pequenas quantidades, principalmente na Índia e no Brasil. Em 1870, novas minas foram descobertas, e com elas, o problema: abundância destrói percepção de valor. Para evitar o colapso dos preços, os principais investidores se uniram e criaram a De Beers.
Em 1938, a empresa já controlava 80% do fornecimento mundial. Mas o problema não era mais produção. Era que ninguém nos EUA tinha o hábito de comprar anel de noivado com pedra. Diamante não tinha significado emocional nenhum. Era só uma pedra bonita e cara.
Então contrataram a agência N.W. Ayer com uma missão: criar esse hábito do zero.
O primeiro movimento foi seduzir Hollywood.
Emprestaram joias para atrizes usarem em filmes e entrevistas como símbolo de um amor indestrutível, sem custo, só para associar diamante com prestígio e permanência.
Revistas destacavam o tamanho das pedras dadas por homens famosos às suas companheiras. As campanhas nunca promoviam diretamente a marca. Promoviam uma ideia.
O objetivo era criar um modelo de comportamento: fazer a mulher comum pensar "eu também quero aquilo."

🍒 E aí veio a cereja. Em 1947, uma redatora chamada Frances Gerety escreveu, no fim de uma noite exausta, quatro palavras que mudariam o mercado para sempre:
A Diamond is Forever.
O slogan era perfeito porque unia dois conceitos numa frase só: amor verdadeiro é eterno, e diamante nunca deve ser vendido.
✅ Esse segundo ponto é um dos movimentos mais inteligentes, porque ao associar o diamante à eternidade, a De Beers eliminou o mercado secundário. Ninguém revende o que é para sempre. Os preços ficaram artificialmente altos porque não havia oferta usada competindo com o novo.
A campanha funcionou. Os diamantes se tornaram valiosos por meio da crença. Entre 1938 e 1941, as vendas nos Estados Unidos cresceram 55%.
Depois veio a regra dos 2 salários, inventada por eles também. "How else could two months' salary last forever?" A publicidade criou a expectativa. A expectativa criou a obrigação.
Nos proxímos anos, a campanha foi se expalhando pelo mundo inteiro.
O resultado mais impressionante veio do Japão. Em 1967, menos de 5% das noivas japonesas recebiam anel de diamante. Em 1981, esse número chegou a 60%.
Eles não expandiram um mercado, mas criaram um do zero, em outra cultura, em outro idioma, em menos de 15 anos.
What's the takeaway?
Se você é uma marca que quer vender algo que ainda não está sendo demandado, a pergunta não é como fazer seu produto ser vendido, mas como fazer as pessoas acreditarem que precisam dele.
Existe uma diferença entre vender um produto e vender o contexto em que ele se torna inevitável. Aqui vimos um playbook de quem nunca vendeu uma característica, e sim uma crença nova, com o produto encaixado dentro dela.
Agora, qual é a norma cultural que a sua marca poderia criar? Não ocupar. Criar.
E não vale só pra marca. Antes de apresentar qualquer ideia, proposta ou projeto, a pergunta é: a pessoa do outro lado já acredita que precisa do que você está trazendo? Se não, você não tem um problema de argumento. Você tem um problema de contexto.

Um novo estudo projeta que parte da Geração Z nunca vai se casar.
Isso ajuda a explicar a chamada geração líquida. 💧
Antes da internet, identidades e relacionamentos eram mais herdados do lugar, da família e da comunidade. As relações aconteciam cara a cara, com menos opções e mais raízes. Hoje, nossa identidade é construída, e reconstruída, em meio a app, algoritmos e infinitas possibilidades.
O casamento é apenas um reflexo disso: quando tudo parece substituível e sempre existe uma próxima opção, os vínculos também ficam mais fluidos, menos definidos e mais fáceis de abandonar.
💡 Takeaway: Em uma geração com identidades mais fluidas, consumidores não querem ser encaixadas em rótulos fixos. Isso abre espaço para marcas oferecerem experimentação, pertencimento e produtos que acompanhem diferentes versões da mesma pessoa.
Ao mesmo tempo, diante do excesso de possibilidades, também ganham aquelas que reduzem a sobrecarga de escolha, usando personalização e curadoria para simplificar as decisões.

Um giro pelas últimas campanhas de destaque
🗣️ Foi assim que a Pepsi respondeu ao redesign da Coca-Cola. Cada vez mais, as marcas não estão apenas conversando com a gente, estão conversando entre si.
🧊 As ondas de calor ficaram tão extremas que uma marca japonesa criou uma geladeira para humanos. A ideia foi mostrar que sua tecnologia poderia resolver um problema muito maior do que a categoria em que atua hoje.
🕸️ Novo filme = novo momento cultural para as marcas surfarem. Com o lançamento de Spider-Man, veja aqui como elas entraram na conversa. Essa aqui levou até mídia pro parque.
👃🏻 LORE: a marca de perfumes que sabe conversar com a Gen Z. Tem worldbuilding como sobrenome, basta olhar para esta campanha. Mais do que criar um universo visual, ela explora os cinco sentidos para tornar o produto mais tangível. Uma das nossas jogadas favoritas foi o sorvete criado para ser vendido em um dos mercados mais cool de Nova York.
▶️ A Crocs fez uma live de 744h seguidas, e ganhou 87K novos clientes. Veja só.

👀 Se você chegou até aqui, já sabe que temos um bom repertório. Imagina o que dá pra construir juntos... Clique aqui e fale com a gente.
O que você achou da edição de hoje?
até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻

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