BOM DIA.

depois de anos quase fora do TikTok, marcas de bebidas agora começam a circular com mais flexibilidade por lá.

o motivo? o TikTok reforçou seus protocolos de age-gating, permitindo que marcas alcoólicas tenham contas oficiais, anunciem (em alguns mercados), trabalhem com creators e até direcionem para compra fora da plataforma.

na prática: Bacardi, Grey Goose, Campari e outras estão tentando recuperar o tempo perdido com Gen Z e Y em um dos maiores motores de descoberta cultural de hoje.

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Se você gosta de marketing como a gente, vai adorar esse live show semanal no YouTube sobre marketing, publicidade e cultura.

É tipo o TBPN do marketing, usando aqui uma pequena liberdade poética (risos).

POLL OF THE WEEK

Você bem sabe, o melhor produto do mundo não funciona se chega na pessoa errada.

Por isso, precisamos te conhecer melhor. Clique aqui e responda essas 13 perguntinhas, demora menos de 2 minutos.

RESUMO DA SEMANA

Hot takes pelo 🌎

📱O Vine está de volta. Agora como diVine, nova versão criada por Jack Dorsey, cofundador do Twitter. O app funciona de duas formas: uma traz um arquivo nostálgico com cerca de 500 mil vídeos do Vine original. A outra permite que as pessoas publiquem vídeos novos, desde que tenham até 6s e sejam feitos por humanos. Na monetização, a ideia não é depender de ads ou vender dados, mas construir um modelo em volta dos criadores de conteúdo.

💉 Ozempic virou um growth hack para chicletes. Segundo o CEO da Hershey, as vendas da linha Ice Breakers cresceram 8%, puxadas pelo maior uso de GLP-1 e seus efeitos colaterais, como boca seca e mau hálito. As barras de proteína da marca também cresceram 17%, pelo mesmo comportamento. A resposta da Hershey foi alterar o job to be done do produto, abraçando a narrativa do snacking funcional e encontrando um novo motivo para seus produtos existirem — e um novo ângulo para se tornarem relevantes.

🧾 O preço de crescer online. Esse estudo da Yahoo com a YouGov mostra que um dos maiores medos da Gen Z é ser cringe: 55% já deixaram de se abrir emocionalmente por isso. O medo é tanto que saiu da internet e entrou na vida real, afetando relações, hobbies e trabalho. A geração da autenticidade parece estar trocando autenticidade por aceitação. Para marcas, a oportunidade é ajudar essa audiência a se sentir menos julgada e mais livre para ser quem é.

🕺🏻 Shakira sacode o RJ. Depois de Madonna e Lady Gaga, foi a vez da cantora levar +2M de pessoas para Copacabana, e as marcas foram junto. Corona, Santander, Latam, Deezer, Gemini e outras ativaram com mídia, influs, OOH, espaços exclusivos e promoções para levar fãs a áreas privilegiadas. Na transmissão da Globo, foram 7 marcas parceiras, com arrecadação estimada em R$ 36 M, uma queda de 23% no valor das cotas em relação a 2025, possivelmente por menor interesse do público e dos anunciantes neste ano.

BIG STORY

Ele deixou o snowboard para vender desodorante

Oito anos depois, sua marca foi vendida por mais de US$ 500 milhões. A oportunidade que encontrou? Ser possivelmente o primeiro a premiumizar está categoria comoditizada.

🏂 2000s: Nima Jalali foi snowboarder profissional por ˜10 anos. Competia internacionalmente e, nessa jornada, passou por muitos vestiários… digamos, pouco cheirosos (risos).

🏂 2010s: Depois de uma lesão, ele só queria voltar para as pistas o mais rápido possível. Foi aí que mergulhou em health & wellness, começou a testar produtos, ler rótulos e olhar não só para o que colocava no corpo, mas também para o que passava nele: sabonete, desodorante… e percebeu que não existia nenhuma marca com a qual se identificasse.

🏂 2016: Quando olhou para o mercado de desodorantes, notou que que a maioria das marcas tentava se diferenciar pela mesma lógica: ingredientes limpos, naturais e sem alumínio. Segundo ele, tinham uma identidade de marca mais “hippie”.

Só que ele viu outro caminho.

Na época, o nicho de fragrâncias lá fora estava começando a bombar, com um mercado de US$ 8 bilhões crescendo 15% ao ano.

Então pensou: por que não criar uma marca de body care guiada por fragrância?

Em vez de vender um desodorante natural que também cheira bem, vender uma experiência de fragrância que também inclui desodorante.

Dito e feito: nasceu a Salt & Stone.

A estratégia foi usar o playbook de Aesop, Le Labo e Byredo para transformar desodorante em algo mais luxuoso, aspiracional e desejável.

Ele bancou o começo, passou cerca de 6 meses desenvolvendo o produto e, por timing de produção, acabou lançando primeiro um protetor solar. A marca foi lucrativa since day 1.

🏂 2018: Veio o primeiro desodorante, que hoje já está na gen five.

Nos últimos anos, a empresa diversificou o portfólio, mas sempre com o mesmo princípio: fragrância. São 4 aromas em 4 categorias: desodorante (produto hero ˜60-70% da receita), body mist, sabonete líquido e hidratante.

🏂 2025: a empresa fez US$ 165 milhões em vendas.

🏂 2026: depois de 8 anos, vende 1 desodorante a cada 5 segundos globalmente e foi comprada em março pela Advent International por cerca de US$ 500 milhões.

A moral: algumas categorias commodity não precisam parecer commodity.

A funcionalidade já existe, e vende. Mas é o desejo que aumenta a margem. Às vezes, só falta adicioná-lo.

Veja como eles construíram desejo a partir da função:

Collabs. Como a coleção que fizeram com a marca de tequila da Kendall Jenner, 818, lançada no Coachella.

Experiências premium. De todos os lugares onde poderia fazer uma pop-up, escolheu Aspen, bem durante o Toyota U.S. GP.

Identidade visual. Olives, Rolex e carros. Usou códigos de luxo para vender uma forma de viver.

Patrocinou atletas de alta performance. Uniu lifestyle de luxo e performance extrema para transformar credibilidade técnica em desejo de elite.

P.D.V como estratégia. Entrou cedo em supermercados premium como Happier Grocery e Erewhon.

Ingredientes como wellness stack. Saiu do “sem alumínio” para ativos como probióticos, transformando o desodorante em rotina de autocuidado.

COFFEE TALK

Trabalhar ou criar conteúdo?

Em 2026, virou a mesma coisa. Essa coluna foi escrita pela Luiza Chiste, criadora de conteúdo e Especialista em Marketing.

Você provavelmente já viu essa trend, mas talvez ainda não tenha dado nome a ela: behind CLT. É a mistura de CLT + influencer que está explodindo por aqui.

📊 O contexto explica:

  • A creator economy deve ultrapassar US$ 280 bi ainda em 2026 [Behind The Scenes]

  • +165M de novos criadores surgiram entre 2020 e 2025 [SharkPlatform Creator Economy Research]

  • 53% dos influenciadores brasileiros ainda dependem de um trabalho CLT

  • A maioria ganha entre R$2-5 mil por mês — viver só de conteúdo ainda é exceção

Resultado: a criação virou complemento, não substituição. Não é sobre largar o trabalho para virar creator. É sobre perceber que o próprio trabalho pode virar conteúdo — seja para construir carreira, ganhar repertório ou abrir novas fontes de renda.

💼 Surge então o “behind CLT”: Um novo tipo de creator: gente comum, rotina comum, histórias extremamente identificáveis.

No Brasil, isso já tem rosto:

  • Pedro Bonvivant → +600 mil seguidores mostrando rotina e humor no trabalho

  • Miwa → internacionalista que viralizou compartilhando o dia a dia corporativo

  • Thainá Freire → “diário de uma blogueira CLT”, com foco em representatividade e rotina

  • Bruno Aquino → viralizou mostrando acordar 4h30, transporte lotado e marmita

  • Verônica Yumi → trabalha com marketing na Mondelez e mostra seu backstage

  • Joana Azevedo - apresenta um pouco da sua rotina como Marketing de Influência na L’oreal, trazendo humor em seus conteúdos.

Percebe o padrão? Sem glamour, sem filtro e sem roteiro perfeito.

O formato que puxa essa trend são os vlogs, mas diferentes do que era antes, eles são mais crus, menos editados, quase que documentais.

A rotina de trabalho virou entretenimento. São as tarefas simples como almoço no escritório ou pausas do dia que já batem centenas de milhares, até milhões de views.

Por que isso funciona tanto? Porque resolve uma tensão do consumidor atual. Depois de anos vendo viagem, luxo e “vida perfeita”, o público quer identificação e realidade.

Para marcas e profissionais, isso é o funcionário virando creator e sua rotina um ativo de marca pessoal. Além disso, esse tipo de conteúdo cria algo que a publicidade não compra fácil: confiança baseada em identificação.

Mas tem um porém. Se todo mundo começa a mostrar a rotina, o diferencial deixa de ser “mostrar” e passa a ser como você constrói narrativa em cima disso.

No fim, a pergunta é: você ainda separa “vida profissional” de “conteúdo” ou já entendeu que, em 2026, a sua rotina pode ser seu maior ativo de influência?

BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque

⚽️ Barcelona FC faz collab com Olivia Rodrigo para o El Clásico. A ação faz parte do patrocínio do Spotify ao clube: em jogos grandes, a plataforma troca seu logo na camisa por artistas do momento, e ganha mídia, buzz e acesso a novos fandoms.

🏎️ Barilla + F1. Patrocinadora oficial desde 2025, a marca acabou de lançar uma massa inspirada nas rodas dos carros e ativou nesse findi no GP de Miami, veja só.

💸 Wealthmaxxing. Conheça a Cleo, uma coach financeira com IA com quem você pode conversar. Mas, melhor que o produto, é a sua linguagem: humor, meme e zero “bancão vibes”.

👟 London Marathon 2026. Salva essas referências de como as marcas ativaram uma das maiores maratonas do mundo, porque faltam 34 dias para a Maratona do Rio.

🎮 As ativações interativas: Da Electrolux apostando em lava e secas gigantes para refrescar corredores durante a maratona, à Hellmann’s levando seu molho ranch para um outdoor comestível, marcas apostam em criar narrativas que se constroem na interação.

TRENDING NOW

👀 On hype: Essa foi a trend que todas as marcas surfaram na semana passada.

🤷🏻‍♀️ Por que alguém ainda não fez uma marca dessas no Brasil?

👠 “O Diabo Veste Prada 2” chegou no cinema na semana passada, e essas foram algumas das collabs que vimos aqui no Brasil e lá fora.

📦 Esse é o formato que a UPS usou pra entrar em branded entertainment. O resultado? +100M de views across platforms e gerou 1000% de return on ad spend.

👀 Se você chegou até aqui, já sabe que temos um bom repertório. Imagina o que dá pra construir juntos... Clique aqui e fale com a gente.

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