

jogar diferente
bom dia. quando todo mundo compete dentro das mesmas regras, vantagem fica cada vez mais difícil de construir. às vezes, a oportunidade está menos em fazer melhor e mais em mudar o jeito de jogar.
foi um pouco do que o the news fez neste fim de semana: mais de 12 horas de live acompanhando as apurações, com +30 mil pessoas simultaneamente, +3 milhões de views, fazendo tudo de um jeito bem diferente do tradicional.
essa é a lógica que aparece em várias histórias nesta edição. por hoje, vale se perguntar: o que, dentro do meu jogo, eu posso fazer de um jeito diferente?
🍑 Compartilha o trends: manda essa edição pra aquela pessoa que vive caçando referência — é só clicar aqui.

🎧 iPhone Duo ganha um Walkman virtual. Esse novo app transforma o aparelho em uma versão digital do clássico player de música.
🎮 ONG cria uma biblioteca secreta dentro do Minecraft para driblar a censura. Veja só.
🌀 Tá entediado? Clique aqui e aperte o botão vermelho. A cada clique, você vai parar em um site aleatório, inútil e estranhamente divertido da internet. PS: ele nunca repete.
🎧 Como é ver sua empresa de US$ 47 bilhões desmoronar na frente do mundo? Neste podcast, Adam Neumann fala sobre ego, propósito e como tentou reconstruir a própria vida depois da queda da WeWork. Baita episódio.


fonte: the new york times
🎟️ Live Nation cria nova vertical para transformar creators em empresas de entretenimento. A gigante por trás da Ticketmaster está financiando a Creator Nation, uma nova empresa que vai ajudar creators a expandirem seus negócios com eventos, commerce e branded content. A novidade não é creator lançar produto ou subir no palco, isso já acontecia. O diferente é uma das maiores empresas de entretenimento do mundo começar a criar infraestrutura para transformar esses casos isolados em um modelo escalável. (Leia mais).
✈️ A Delta Air Lines está entrando no business da publicidade. Com os custos apertando, a companhia encontrou mais uma coisa para monetizar além das passagens: a atenção dos seus passageiros. A ideia é transformar dados e audiência em um novo negócio de ads, seguindo um caminho que a United já começou a explorar. O movimento reforça uma tendência: empresas com dados + atenção estão descobrindo que também podem virar media players, deixando a fronteira entre marca, agência e veículo cada vez mais difícil de enxergar. No fim, quem tem audiência, ganha.
🗳️ Creators estão conseguindo fazer até ser mesário parecer cool. Esse é um dos exemplos do que alguns já chamam de a primeira eleição do clipping, nos EUA. Já estamos vendo marcas utilizarem creators de uma forma diferente: sai a lógica de contratar um grande influenciador com audiência de milhões e entra uma operação em que se escolhe uma mensagem → milhares de creators falam sobre ela → e, a partir desses conteúdos, milhares de cortes são gerados. O volume faz o algoritmo entender que aquele assunto está em alta e amplifica ainda mais a distribuição. Agora, as campanhas eleitorais também estão usando essa lógica. O hot take? Estamos vendo uma nova arquitetura de influência que permite às marcas plantar conversas até elas parecerem cultura. (Leia mais).

Nasce em Honduras o Silicon Valley da longevidade

Escondida no mar do Caribe, a ilha de Roatán, em Honduras, abriga um lugar onde algumas das regras que ditam o que pode ou não chegar ao corpo humano funcionam diferente.
O nome é Próspera.

Na prática, é uma ZEDE (Zona de Emprego e Desenvolvimento Econômico) que opera quase como uma cidade privada. Tem regras próprias, impostos que podem chegar a 1% e um sistema regulatório muito mais flexível do que o encontrado nos EUA ou na UE. Empresas instaladas ali podem adotar regulações de mais de 30 países ou até propor um modelo novo.
Foi essa brecha que começou a transformar uma pequena ilha turística em destino para startups de crypto, tecnologia e, mais recentemente, biotechs.
Não à toa. Próspera nasceu justamente com a promessa de permitir que empresas consigam construir melhor, mais barato e mais rápido.
Criada em 2017 por Erick Brimen, um ex-banqueiro venezuelano, Próspera recebeu investimentos de fundos ligados a alguns dos maiores nomes do Vale do Silício, como Peter Thiel, Sam Altman e Marc Andreessen. Hoje, diz ter cerca de 500 empresas vinculadas ao ecossistema — de crypto e construção a biotech.
Mas foi na longevidade que a região começou a se destacar.
Uma cidade para quem quer hackear o envelhecimento
Dentro de Próspera nasceu a Vitalia, uma comunidade experimental criada para reunir pesquisadores, investidores, founders e biohackers em torno de uma mesma missão: colocar o envelhecimento sob controle médico.

A proposta vai além de organizar conferências sobre longevidade. A ideia é criar uma espécie de network society: pessoas com a mesma obsessão vivendo, trabalhando, investindo e experimentando novas tecnologias juntas.
É quase um Silicon Valley da longevidade.
Por lá, a filosofia é a seguinte: se alguém conhece os riscos de uma terapia experimental e está disposto a assumi-los, por que um regulador deveria impedir seu acesso?
Foi dentro desse ecossistema, por exemplo, que nasceu a Unlimited Bio, biotech que quer desenvolver uma espécie de cocktail de terapias gênicas capaz de atacar diferentes processos relacionados ao envelhecimento ao mesmo tempo.
E ela é só uma delas.
A Minicircle testou em 43 pessoas saudáveis uma terapia gênica de follistatina (proteína ligada ao aumento de massa muscular) e hoje oferece o tratamento a partir de US$ 25 mil.
Até Bryan Johnson, o milionário conhecido por gastar milhões tentando reverter sua idade biológica, viajou até a ilha para receber uma das terapias da empresa.
Apesar da ambição, Próspera ainda está longe de ser uma metrópole futurista, e é alvo de críticas:
Retirar parte da regulação acelera experimentos, mas também elimina algumas das estruturas criadas justamente para descobrir se eles realmente funcionam.
Só cerca de 200 pessoas vivem permanentemente por lá, e a ilha ainda enfrenta infraestrutura limitada, poucos serviços, alimentação cara, pouca oferta de moradia e dificuldades logísticas.
E existe uma batalha política. O governo hondurenho tentou extinguir o modelo das ZEDEs e Próspera respondeu processando Honduras em US$ 10,7 bilhões, valor equivalente a aproximadamente um terço do PIB do país na época.
Tá, mas o que isso significa?
🔎 Para entender por que Próspera importa, precisamos dar um zoom out.
O Silicon Valley não se tornou poderoso simplesmente porque tinha empresas de tecnologia, mas porque concentrou em um mesmo lugar capital, talento, infraestrutura e uma cultura disposta a assumir riscos.
Próspera tenta montar uma equação parecida para uma nova indústria, adicionando uma variável: regulação como vantagem competitiva.
É um movimento que lembra algo que o mundo financeiro conhece há décadas. Centros offshore como Cayman e Bermuda cresceram oferecendo a estrangeiros estruturas fiscais e regulatórias diferentes daquelas disponíveis em seus países de origem.
Agora, uma lógica parecida começa a chegar à biotech.
Se antes você levava seu dinheiro para outra jurisdição em busca de regras diferentes, agora pode levar o próprio corpo.
E é aí que está o pulo do gato, que reforça uma nova mudança de comportamento.
Por muito tempo, riqueza foi comunicada pelo que alguém conseguia possuir: primeiro o carro, depois o apartamento, o iate, o jato, a ilha privada.
Será que, na era da longevidade, o próximo ativo de status é o próprio corpo?
O diferencial passa a ser ter acesso ao exame que ninguém faz, ao protocolo que ainda não chegou ao mercado ou à terapia que seu país sequer permite receber.
Para as marcas, o sinal é: longevidade já não é apenas uma pauta de saúde, ela já funciona como identidade, comunidade e status. Assim como fitness virou lifestyle e wellness virou cultura, viver mais, e melhor, começa a criar seus próprios produtos, códigos, experiências e símbolos de pertencimento. Quais serão as primeiras marcas que vão dominar essa categoria?
Próspera talvez nunca cure o envelhecimento. Mas o simples fato de pessoas atravessarem o Caribe para experimentar no próprio corpo aquilo que a medicina tradicional ainda não aprovou mostra que uma nova corrida já começou.
O Vale do Silício passou décadas tentando construir o futuro. Agora, parte dessa mesma cultura quer viver tempo suficiente para vê-lo.
Para quem não vai até Honduras…

Se longevidade já virou identidade, comunidade e status, os wearables são uma das formas mais visíveis de sinalizar esse movimento.
E um dos maiores símbolos disso é o Oura Ring, que já fez collabs com marcas como a Gucci e parcerias com nomes da alta performance, como o Team USA.
E agora, ele pode estar no seu dedo.
O the news vai sortear 1 Oura Ring nesta semana. Basta clicar aqui, pegar seu link de indicação e compartilhar o the news com um amigo.
1 novo leitor indicado = 1 chance de ganhar.
Pegue seu link aqui e não perca a chance de participar.

Um giro pelas últimas campanhas de destaque
🔥 Megan Fox vira a personificação da disfunção erétil. Em nova campanha, a Ro (empresa de telemedicina) usa o status de sex symbol da atriz para falar de ED de um jeito mais provocativo e quebrar o tabu em torno do tema. (Assista a campanha).
🏃 O movimento humano entrou para a lista de espécies ameaçadas. Pelo menos é o alerta desse novo documentário da ASICS, que mostra como a vida moderna está conseguindo fazer a gente se mexer cada vez menos.
💀 A Liquid Death é mestra em entreter o consumidor para vender. Uma das suas últimas jogadas foi se juntar à Goodwipes, marca de lenços umedecidos, para lançar uma edição especial: wipes feitos com água da Liquid Death e fragrância inspirada no seu soda.
🏎️ A McLaren troca sua identidade visual para entrar em uma nova fase de marca e produto. Check out.
💄 Hailey Bieber sabe como construir desejo. Para marcar a chegada da Rhode à Sephora na Europa, a marca abriu um Café Rhode em Paris durante a Fashion Week. Check out.


O Instagram lançou um “analista de performance” com IA dentro do Edits. Ele cruza métricas da sua conta, comentários, tendências e interesses da audiência para dizer o que está funcionando, e onde você pode melhorar.
👀 Se você chegou até aqui, já sabe que temos um bom repertório. Imagina o que dá pra construir juntos... Clique aqui e fale com a gente.
O que você achou da edição de hoje?
até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻

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