BOM DIA.

and just like that, a Copa acabou mais cedo do que a gente queria, e deixou aquele lembrete: reputação te coloca no jogo, mas execução mantém nele.

por hoje é só, a gente se vê em 2030, e, como bons brasileiros, já com esperança renovada.

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TRENDING NOW

🎲 A primeira marca a transformar uma promoção de Copa em uma aposta protegida contra riscos financeiros, usando uma parceria com uma plataforma de prediction markets.

🏄🏻‍♂️ Tay + Kelce: como as marcas surfaram o casamento do ano. Veja aqui.

👀IRL do nosso escritório: vocês quase não veem os bastidores do the news, mas agora podem espiar por essa câmera aqui. Aliás, nesse dia, até o João Adibe passou pelo escritório.

RESUMO DA SEMANA

Hot takes pelo 🌎

🏋🏻 A próxima Dior pode ser uma marca de saúde? Bom... a LVMH está de olho na Hyrox. A próxima grande marca de desejo talvez não venda bolsas, mas performance, disciplina e estilo de vida. Afinal, saúde virou o novo luxo. Nesse cenário, completar uma prova como a Hyrox vira símbolo de status para a geração wellness: acessível para amadores, aspiracional para gerar desejo e estético o suficiente para virar conteúdo. A audiência também explica o interesse: pessoas disciplinadas, preocupadas com imagem e dispostas a gastar com treino, roupa, viagem, experiência e comunidade. Por isso, a L Catterton, o braço de private equity da LVMH, está mirando a Hyrox. Não só como uma aposta em fitness, mas como uma nova plataforma de desejo, onde esporte, moda, wellness, status e conteúdo se encontram. E quem sabe, no futuro, esse ecossistema não vire a próxima marca do grupo.

🔎 O fim do CTR? Hoje, 68% das buscas no Google não geram mais nenhum clique. Em 2019, esse número era 49%. Ou seja: se você ainda olha para CTR como a principal métrica para entender geração de tráfego, talvez esteja na hora de revisitar essa lógica. Com AI Overviews, o usuário pesquisa, encontra a resposta ali mesmo e muitas vezes nem chega ao site. Esse movimento já está criando um novo mercado. Agências como a Genevate surgem justamente para ajudar marcas a aparecerem nas respostas das IAs, não só nos resultados tradicionais de busca. Um bom exemplo é a NerdWallet, que perdeu 20% de tráfego, mas cresceu 35% em receita ao se tornar uma das primeiras publishers a dominar LLMO. Food for thought: cada vez mais, estamos desenhando sites para serem lidos por inteligências artificiais, não só por humanos. A pergunta que fica: seu conteúdo já está pronto para ser lido por esse novo cliente?

💍  O casamento dos Swifties. Na última sexta-feira, Taylor Swift parou Nova York mais uma vez, agora, para o próprio casamento. A cerimônia privada no Madison Square Garden reuniu mil convidados, com NDA assinado, celulares proibidos e Adam Sandler como celebrante. Parecia um award show, com todos os grandes canais de mídia transmitindo a entrada ao vivo. Para ter noção da escala, o casamento de Harry e Meghan gerou US$ 374 milhões em valor de PR global. Analistas dizem que o de Taylor deve superar esse número. E as marcas? Dior assinou o vestido Haute Couture de Jonathan Anderson, Louboutin fez o sapato. Cartier, as joias. Nenhuma comprou mídia, mas a Fortune já falou sobre a valorização imediata das três marcas. E o efeito segue: segundo o The Knot, o “Swiftonomics” deve moldar o mercado nupcial pelos próximos dois anos (veja como).

DEEP DIVE

Quanto você, humano, vale?

(Imagem: Forbes)

Se coloca nesse cenário: você é uma mulher sentada no seu escritório. Se formou recentemente e tem um entry-level job no setor financeiro. Em um banco, ou uma asset da vida. E para para se questionar algo que todos nós aqui já nos perguntamos:

O que acontece quando a IA puder fazer o meu trabalho melhor do que eu?

Afinal, uma conta de matemática mais rápida ela já faz.

É claro que existem milhares de possíveis reflexões e respostas para isso. Mas essa história aqui é da Meida Marek (nome fantasia).

A jovem parou para analisar suas próprias habilidades e percebeu que era inteligente, acolhedora, excelente em comunicação e genuinamente interessada em temas complexos como biohacking, IA e criptomoedas — assuntos que facilmente transformavam um jantar comum em uma conversa interessante de três horas.

E isso, pra ela, era único.

Com isso em mente, ela decidiu usar esse repertório de um jeito pouco óbvio: migrar para o mercado de acompanhantes de alto padrão, atendendo os clientes mais técnicos e conectados do Vale do Silício, muitos deles trabalhando diretamente com IA.

E assim deu start a um novo movimento, as nerdy escorts, no qual várias outras mulheres jovens e altamente inteligentes se juntaram.

Como esse serviço funciona?

Na prática, elas usam sua “alfabetização nerd” como ativo nas redes sociais. No X, misturam fotos provocativas com discussões sobre longevidade a IA, transformando o próprio conteúdo em canal de atração e marketing pessoal.

💳 Para a compra, cada profissional costuma ter seu próprio site. Sempre feito de forma inteligente. O portal da Marek, por exemplo, é construído de forma gamificada, como um jogo no qual o cliente precisa responder a prompts interativos para conseguir agendar.

👥 Os principais clientes? Profissionais de empresas como a Nvidia. Fundadores de startups, investidores e executivos de empresas de tecnologia.

💊 E a dor do cliente? Vai muito além do sexo. Eles querem companhia, conversas profundas, atenção exclusiva e alguém capaz de acompanhar discussões técnicas e futuristas. Ou seja: uma busca por conexão humana.

Na maior parte do tempo, é isso que eles passam a noite inteira fazendo: tendo conversas inteligentes sobre o futuro.

Sabemos que pode parecer um absurdo a pauta que estamos trazendo aqui. E não vamos entrar na questão ética do caso, mas sim no que esse movimento ilustra para o marketing. Afinal, é tudo sobre comportamento.

O que isso significa?

Estamos nos deparando com uma sociedade onde a elite tem mais dinheiro e menos tempo de folga. Um cenário de hiperperformance, desconexão e, sim, uma certa solidão masculina.

E, nesse contexto, ter acesso a alguém inteligente, interessante e disponível para prestar atenção em você vira luxo.

Mas o ponto aqui não é ficar olhando só para a bolha do Vale do Silício. Porque, quando a gente tira o excesso da história, começa a enxergar o que esse serviço realmente revela.

Que nos leva de volta à nossa pergunta inicial: quanto nós, humanos, valemos?

Diríamos que cada vez mais. O case por si só ja mostra.

Porque, se a IA automatiza conhecimento, tarefas cognitivas e até parte da inteligência, o que passa a valer ainda mais são as coisas que continuam profundamente humanas: presença, empatia, carisma, repertório cultural e conversa.

A necessidade por atenção e conexão humana de qualidade vai sempre existir.

H2H, human to human.

O que não coloca isso apenas como uma tendência ou um valor deste século, mas de todos. Somos atemporais... podemos dizer: priceless

E por que isso importa? Porque, quando tudo fica low-touch, a pergunta passa a ser: o que você ainda está fazendo, na sua vida e na sua empresa, para tornar a sua experiência capaz de surpreender, emocionar e construir conversas genuínas? O que você está construindo que aumenta seu H2H e seu valuation no longo prazo?

TREND TO WATCH

Human Craft: o humano como o ativo

IRL

Depois de anos de tudo virando digital, o ao vivo voltou a ser desejo. Não é à toa que a Live Nation registrou 24 milhões de fãs em eventos no 1º tri de 2026, alta de 7%. Também não é à toa que John Vlogs passou 30 dias ao vivo durante a Copa, junto com a Cimed.

Conteúdo “feio” performa

A cama desarrumada, a luz ruim, a pessoa sem tanta produção. O desconstruído virou sinal de verdade. Em um feed cada vez mais polido por IA, o que parece cru ganha valor porque parece humano.

Comunidade virou ativo

Audiência < pertencimento. 78% das marcas dizem que community marketing é essencial para sua estratégia de crescimento, e 64% aumentaram orçamento para construção de comunidades nos últimos 12 meses. Os third places também ganham força.

Origem humana verificável

O backlash contra influenciadores de IA mostra que o público está buscando, cada vez mais, histórias com origem humana verificável. Por isso, vemos movimentos como o da Jacquemus, que trouxe a própria avó como embaixadora.

BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque

🤳🏻 A smart flip phone. Já precisamos estar na lista de espera!! Ele tem WhatsApp, câmera retrô e roda vários apps, menos nossos vícios favoritos: redes sociais. Check this out.

🍻 Fale a língua da sua audiência. A Heineken entendeu isso e “traduziu” o futebol para os americanos usando a linguagem dos esportes que eles já conhecem. Bela sacada.

⚽️ WHOOP fala de longevidade com CR7. Afinal, ter tantos dados precisa servir para alguma coisa, né? A marca resgata a infância do craque para celebrar seus 41 anos muito bem vividos.

🎯 O Reddit mira 1 bi de users. Como parte da estratégia, lançou essa nova campanha que reforça seu principal diferencial: ser um dos poucos lugares da internet onde ainda existem conversas reais entre pessoas reais.

🏡 A maior ativação com creators da história da Unilever: House of Fresh. A marca colocou TV, social, retail, creators, experiências para fãs e ativações locais rodando ao mesmo tempo, em uma estratégia 360. A lógica: se a experiência é boa o suficiente, um único momento de patrocínio pode virar centenas de assets liderados por creators. Veja o behind the scenes.

FROM SOCIAL

atualização de perfil feita pelo banco Itaú em suas redes sociais após a eliminação do Brasil

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