

BOM DIA.
nunca esqueça o seu valor, e que ele também está diretamente relacionado ao seu contexto.
os Knicks chegaram à final da NBA pela primeira vez em 27 anos e, de repente, seus ingressos passaram a valer até US$ 176 mil. um bom lembrete de que valor não é só sobre produto, mas sobre momento, escassez e desejo de estar perto.
e, quando algo está valorizado, quem se associa a esse algo também ganha valor. a famosa lógica da amiga da amiga famosa. a Delta entendeu isso e está surfando o hype dos Knicks.
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TRENDING NOW
📱 Novas funcionalidades que gostamos. O Instagram lançou um teleprompter nativo, e o Reddit agora permite responder threads com vídeos.
✍️ Lá fora, marcas estão apostando em OOH escrito à mão. Em um mundo cada vez mais feito por IA, tudo que parece humano começa a ganhar ainda mais valor.
🏆 Patrocinar a Copa gera relevância? Esse estudo mostra o volume de conversas que a Copa já está puxando, os temas em destaque e what's in pra os patrocinadores.
🎭 A trend das emoções. A última trend em alta é: escolha uma frase e diga ela em diferentes emoções. Não sabemos dizer porque 🤷🏻♀️🤷🏻♀️🤷🏻♀️🤷🏻♀️.
RESUMO DA SEMANA
Hot takes pelo 🌎
🥅 The least-known player alive. Um creator argentino resolveu criar uma missão para a audiência dele: encontrar o jogador menos conhecido da Copa 2026 e torná-lo famoso. O escolhido foi Tim Payne, da Nova Zelândia, com 4.715 seguidores e só 2 posts no ano. Dito e feito: o cara foi para 5 milhões de seguidores, ultrapassando até o próprio creator que começou a trend. A AT&T não foi boba e surfou a onda no timing perfeito. Patrocinou o que todo mundo queria ver: o encontro entre o jogador e o creator. E fez muito sentido. O território da marca é conexão. A internet conectou essas duas pessoas e a AT&T ajudou essa conexão a acontecer de verdade. A mensagem foi passada sem interrupção.
🍦 A marca de barrinha de proteína que agora lançou… sorvete. Esse foi o 3° strike da David Protein, que quer virar uma plataforma de protein-maxxing aplicada a qualquer categoria. A lógica é pegar produtos familiares, como snacks, sobremesas e até peixe enlatado, e reprogramá-los com o máximo de proteína, o mínimo de calorias e uma estética premium. O sorvete segue a fórmula: 30g de proteína, até 2g de açúcar e entre 210 e 260 calorias. Tudo isso usando EPG, o ingrediente que entrega textura de gordura com menos calorias absorvidas, e que também esteve no centro das últimas polêmicas da marca. Só que, em vez de deixar a controvérsia esfriar o hype, a David parece ter usado a conversa a seu favor. O lançamento esgotou em 28 minutos.
📦 Walmart quer virar uma dark kitchen? Bom, não exatamente. Mas a varejista quer dar um passo maior no mundo do delivery, mirando se tornar uma infraestrutura de conveniência. E, se pensarmos bem, a Walmart já tem quase tudo para isso. Tem capilaridade física, com lojas espalhadas por todos os EUA. Tem uma rede própria de entregadores, o que reduz a dependência de terceiros. E tem um app que os consumidores já usam para fazer compras de mercado. Ou seja: ao adicionar comida pronta na jornada, a Walmart aumenta frequência, conveniência e ticket médio. O MVP vem agora, no verão americano. Quando o cliente for fazer suas compras de mercado pelo app, poderá adicionar um sanduíche do Subway no mesmo pedido, com entrega em até 30 minutos. Guardadas as diferenças, é quase como se o Mercado Livre tentasse competir com o iFood por aqui.
DEEP DIVE
Seremos a primeira geração que talvez não morra?
Essa é a provocação que Bryan Johnson nos faz. E, por mais extrema que pareça, ela aponta para uma mudança muito maior do que a rotina de um bilionário tentando não envelhecer.
📕 Contexto: Para quem não conhece, Bryan Johnson é o cara que transformou o próprio corpo em um laboratório vivo de longevidade.
Ele se autodenomina um rejuvenation athlete e dedica sua vida, dinheiro e rotina a um único objetivo: não morrer. Ou, pelo menos, retardar ao máximo esse processo.
Na prática, isso inclui milhões de dólares por ano em saúde, exames constantes, tracking de absolutamente tudo, protocolos rígidos e até transfusão de sangue com o filho mais novo.

Imagem: The Guardian
Em cima disso, nasceu a Blueprint, sua empresa que tenta democratizar parte dos procedimentos, produtos e protocolos que ele vem testando.
Mas o ponto mais interessante não é o Bryan em si.
É o que ele representa.
A ideia de que talvez a gente viva muito mais do que imaginava muda completamente a forma como olhamos para trabalho, dinheiro, saúde, corpo e tempo.
Durante muito tempo, a lógica era: trabalhe muito, ganhe dinheiro e depois tente aproveitar um pouco antes de morrer. Só que, se a jornada fica mais longa, os sprints começam a fazer cada vez menos sentido. Aquilo que você faz todos os dias precisa ser sustentável por mais tempo — mentalmente, fisicamente e emocionalmente.
É aí que ele conecta com a nossa obsessão por saúde, longevidade e performance.
Ou, como podemos chamar: a era da optimization.
A mesma lógica que já aparece nas redes em trends como proteinmaxxing, looksmaxxing, joymaxxing e tantos outros “maxxings”. A ideia de que tudo pode ser otimizado. Não só tarefas operacionais com IA, mas também o nosso próprio corpo.
Claro que isso tem seus pontos negativos. Mas, nosso objetivo aqui é olhar pela ótica de comportamento e marcas, porque o movimento é grande demais para ser ignorado.
Esses são alguns dos movimentos que estamos de olho:
1. Toda marca vai precisar conversar com wearables
O que não for medido talvez deixe de ser tangível. Biological age, VO2 max, HRV, nível de inflamação e qualidade do sono serão métricas que o consumidor vai olhar com cada vez mais frequência. A pergunta para marcas passa a ser: como você faz parte dessas métricas? Porque, assim como hoje não existe não estar no celular de alguém, amanhã talvez não exista não estar no wearable dessa pessoa.

2. Marcas vão vender estados emocionais
Isso nos leva ao segundo ponto. Se vamos ter cada vez mais dados sobre o que estamos sentindo, fica mais fácil associar marcas aos nossos próprios estados emocionais. Não é só sobre o que o produto entrega, mas sobre como ele faz você se sentir.
Por isso já vemos patches que prometem foco, fragrâncias feel-good, bebidas funcionais para relaxar e marcas mudando a forma de vender seus produtos para estar mais proxímo de uma forma de viver.
💭 Qual sentimento sua marca vende?
3. Healthcare vira rotina
Assim como temos rotinas de skincare e haircare, teremos rotinas de healthcare cada vez mais estabelecidas. Dentro disso entram os stacks: a combinação de suplementos, hábitos e protocolos que uma pessoa usa para otimizar o corpo.
O “acordei, tomei isso, fiz sauna, oxigenação e treino” começa a ser comunicado como são as rotinas de beleza.

4. Health optimization vira o novo território de luxo
Saúde já vinha virando status. Mas, enquanto wellness vai se democratizando, o biohacking/ health optimization entra em um lugar mais aspiracional e restrito.
O “quiet luxury” sai da roupa cara sem logo e passa ser estar em um hotel de luxo exclusivo, usando uma roupa de esporte e seguindo um protocolo de longevidade. Ou construir um HQ de recovery no seu jardim… Health is wealth nunca fez tanto sentido, tanto na camada mais superficial quanto na mais literal.
5. Hospitality vira infraestrutura de longevidade
Comprar marcas de luxo ficou mais acessível. Viver experiências de ultraluxo, não, principalmente quando envolvem saúde, biohacking e longevidade, algo ainda caro, novo e em teste.
Por isso, hotéis, clubes, resorts e marcas premium começam a incorporar sono, nutrição, recuperação e medicina preventiva nos seus ecossistemas.
Nossa aposta: a próxima Hermès talvez seja uma marca de health optimization.
6. Prevenção ganha rebranding
Falar de prevenção sempre foi meio chato: tome isso para evitar aquilo. Agora, começa a ficar mais sexy e aspiracional. Sai do medo e entra em claims mais positivos. É a mesma lógica que a Nike usou nos anos 80 e 90 ao transformar treino em identidade cultural. Existe espaço para uma marca fazer isso com essa nova categoria.
💭 Sua marca já pode transformar prevenção em desejo, usando os códigos que mencionamos acima?
7. O Huberman effect muda a influência
IA democratizou a produção e distribuição de conteúdo, com isso especialistas se tornam fontes cada vez mais confiáveis. A aposta é uma migração para “protocol following” , onde consumidores não compram só um produto, eles adotam o protocolo de uma figura de autoridade e compram tudo que está nele. É o que já vemos com Huberman e suas altas taxas de conversão em affiliate marketing. Quanto mais confiam em você, mais você converte. E essa provavelmente será uma métrica que marcas vão começar a olhar.
the takeaway
Essas são só algumas apostas do que já estamos vendo no mercado.
É claro que a economia da longevidade ainda é nichada, cara e distante da realidade da maior parte da população. Mas movimentos começam assim: primeiro parecem extremos, depois viram aspiração, depois entram no mainstream.
E se esse mercado já deve ultrapassar $740B in 2026. O ponto aqui não é apenas o tamanho da oportunidade, mas o tamanho da mudança cultural.
Porque longevidade não fala só sobre viver mais. Fala sobre como trabalhamos, consumimos, moramos, descansamos, nos cuidamos e buscamos realização.
No fundo, é o início de um movimento que pode mudar a forma como nos relacionamos com os grandes pilares da vida, e, consequentemente, como marcas se posicionam, criam pertencimento e entregam valor.
WHAT'S ON OUR RADAR
👍🏻 Following: Camila Coelho
Pra quem não conhece, estamos falando de uma das primeiras e maiores influenciadoras brasileiras. Hoje morando na gringa e com +10 milhões de seguidores.
Recentemente, a influenciadora, que tem uma marca de roupas com a Revolve, lançou no próprio perfil um desafio em que a vencedora viajaria com ela para uma brand trip no México.
O que era para ser um simples “giveaway” virou um momento cultural. O resultado foi além dos milhões de views e engajamento (+150K comentários em um único post), e gerou uma cascata de UGC, com pessoas criando conteúdo para explicar por que deveriam ser escolhidas. (Até o @zezinhotiktoker123 entrou na trend)
Reforçando pra gente: seja você uma marca institucional ou pessoal, quem tem audiência não precisa só surfar trends, também pode criar momentos culturais relevantes do zero.
🎫 Attending: seis&seis
Um evento com pessoas interessantes para conversas inteligentes. Estamos fazendo uma curadoria de pessoas com quem adoraríamos ter um bom papo de bar, e colocando todo elas no mesmo lugar, no mesmo dia. Conteúdo bom, pessoas que buscam ser mais inteligentes e muita troca. 20.08 em são paulo.
🧪 Testing: Gemini Omni
Não sei se você acompanhou os 100 novos lançamentos do Google. Caso não tenha visto, vale olhar aqui. Muitasss coisas incríveis, mas uma que chamou nossa atenção foi a nova ferramenta de edição de vídeo. Você faz o que quiser só conversando com a IA, e nem precisa escrever, pode ser por comando de voz.
🎧 Listening: Gstaad Guy no The Bossticks
Para quem não conhece o Gstaad Guy, já falamos um pouco sobre ele por aqui. O influenciador ficou conhecido por imitar novos e velhos ricos, e conseguir vender para eles. Foi o primeiro influenciador da Loro Piana, depois de vender mil pares de sapatos para a marca em apenas 6 horas. Mais do que conhecê-lo, esse episódio mostra como se comunicar com os HNWI e UHNWI.
BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque
🥤 OLIPOP resolveu mudar seu jogo. Nasceu como sinônimo de refrigerante funcional, até todo mundo copiar sua fórmula. Quando “prebiótico” deixou de diferenciar e a marca percebeu que as pessoas bebiam mais pelo sabor, resolveu se reposicionar como “feel good soda”.
💛 Precisamos destacar essa. Afinal, quem nunca passou por isso? Identificável, autêntica e tão boa que a gente compartilhou antes de perceber que era publi.
👀 O fim dos filmes de campanha? Talvez não seja o fim. Mas, por aqui, temos sido menos impactados por campanhas tradicionais e mais por marcas que aparecem nos momentos certos. Nesta última semana: Bottega no casamento da Dua Lipa, Stella Artois em Roland Garros, Starkbank no GP de Mônaco.
💰 Essa marca transformou cap table em prova social. A Phia, marca da filha do Bill Gates, anunciou sua Série A com um line-up digno de Coachella (veja). A lógica foi usar o fato dessas pessoas estarem apostando na empresa como motivo para você também olhar para ela.
✔ 30 big names e uma campanha. A Nike amarrou várias conexões do futebol em um só vídeo. A gente só consegue pensar em quanto deve ter custado… Mais do que campanha, parece o pontapé inicial para as conversas que a marca quer criar durante o evento. Veja só.
👀 Se você chegou até aqui, já sabe que temos um bom repertório. Imagina o que dá pra construir juntos... Clique aqui e fale com a gente.
O que você achou da edição de hoje?
até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻

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