

BOM DIA.
esse novo app está transformando compra em entretenimento ao vivo.
na Whatnot, vendedores entram em live mostrando produtos enquanto centenas de pessoas disputam em leilões que duram poucos segundos. o preço sobe em tempo real, o chat pipoca e basta um swipe para dar o próximo lance.
e ainda existem os “breaks”: você compra uma parte de uma caixa fechada de cards e só descobre ao vivo o que levou, pode ser algo comum ou um item valioso.
é e-commerce misturado com live, competição, FOMO e recompensa surpresa. crazy.
📲 Clique aqui pra compartilhar essa newsletter com um amigo, rende conversa.

🚶🏻 A nova aposta queridinha da Gen Z é contra o próprio sedentarismo. Nesse app, eles estão colocando dinheiro em jogo e apostando quem vai bater sua meta diária de passos.
🛒 Já deixou de comprar alguma coisa no mercado por vergonha de passar no caixa? Essa foi a solução que a DoorDash encontrou para te ajudar com isso. Fica a dica, iFood.
👥 Veja aqui como o significado de ter uma comunidade evoluiu ao longo dos anos.
💄 Raia ganha sua 1ª farmácia conceito. No coração do Itaim, 65% do espaço é dedicado à beleza, com marcas premium e experiências que vão de scanner facial a área de testes.

🏕️ OpenAI fez seu primeiro brand trip. A marca levou 30 influenciadores, em formato de summer camp, para um resort no Hudson Valley, com diárias de mais de US$ 2 mil, para uma experiência com jantares, workshops, pintura, apicultura e aulas sobre os produtos da OpenAI. E deu treta… Quem acompanhou percebeu que os conteúdos pareciam muito mais uma viagem de luxo do que a experiência educacional. Em um momento em que a empresa enfrenta críticas sobre impacto ambiental, empregos e data centers, o contraste pegou mal, e os creators acabaram recebendo uma enxurrada de comentários negativos. Veja só.
🎓 A escola de US$ 75 mil que está substituindo professores por IA. Na Alpha School, os alunos passam cerca de duas horas por dia aprendendo matérias tradicionais por meio de um software que adapta conteúdo e ritmo individualmente. O restante do dia é dedicado a empreendedorismo, liderança e outras life skills. No lugar de professores, entram “guides”, responsáveis por orientar e motivar os alunos. A cofundadora MacKenzie Price virou creator da própria tese educacional, usando conteúdo para vender não só uma escola, mas a ideia de que o modelo tradicional de ensino ficou ultrapassado.
🤖 A TIME está criando uma segunda versão do seu site só para bots de IA. Enquanto humanos recebem a página normal, crawlers recebem uma versão em markdown, muito mais leve e pensada para ser facilmente lida por modelos. E a monetização é a parte mais interessante: nessas páginas, a TIME começou a inserir conteúdo patrocinado que humanos nunca veem. Marcas aparecem em FAQs escritas quase como perguntas feitas a um chatbot, e cada acesso de um bot vira uma impressão, o sistema chega até a contabilizar os tokens consumidos. Estamos vendo o começo de uma segunda internet: construída não para humanos, mas para ser lida por IA.
📱 O The Daily Show está entrando na febre dos microdramas. O programa vai lançar sua primeira série vertical, com episódios curtos, feitos para celular e cheio de cliffhangers, só que usando o formato para satirizar política, bilionários e IA. A trama acompanha dois bilionários da tecnologia disputando para criar um presidente de IA enquanto competem pelo amor da filha do presidente. A aposta mostra como os microdramas, que nasceram em apps como ReelShort e DramaBox, estão deixando de ser nicho e virando formato para grandes franquias de entretenimento. Leia mais sobre aqui.
RECADO DO TIME
Você já quis ter um desse?
Lembra dos Mamíferos da Parmalat? Essa campanha que virou febre nos anos 90 e colocou bichinhos de pelúcia na casa de mais de 30 milhões de brasileiros. A mesma mente por trás dela também criou o jingle Pipoca com Guaraná, aposto que a melodia já voltou à sua cabeça agora.
Esse criador é Nizan Guanaes, um dos nomes mais influentes da publicidade brasileira, responsável por campanhas que marcaram gerações e moldaram a forma como o país se relaciona com marcas até hoje.
E ele tem muitas outras campanhas e ideias criativas guardadas. Mas essas você só vai poder ouvir de perto no palco do Seis&Seis, porque o Nizan estará lá. Garanta seu lugar aqui.

2 mil empresas chinesas podem chegar ao Brasil. A sua marca está safe?

Imagem: Fox Nation
R$ 356 milhões. É quanto os brasileiros gastaram por dia em plataformas asiáticas em 2025 — Shopee, Shein, TikTok Shop, Temu e AliExpress. Por dia.
Só que isso vai muito além de a China vender produtos baratos para o Brasil. Esse número nos ajuda a enxergar um movimento maior: uma relação que está deixando de ser só sobre importação e passando a envolver capital, fábricas, plataformas e um modelo de consumo que começa a reescrever o comportamento do brasileiro.
🔎 Let’s zoom out: hoje, mais de 200 empresas chinesas já operam por aqui. Em maio de 2025, Lula voltou da sua quarta visita à China como presidente com R$ 27 bilhões em compromissos de investimento e 20 acordos de cooperação assinados. A China já é nossa principal parceira comercial e, enquanto a relação do Brasil com os EUA fica mais tensionada por tarifas, os laços com os chineses seguem se fortalecendo.
E, se parar para pensar, já estamos vendo isso na nossa frente.
Existem cerca de 15 marcas chinesas de carros à venda no Brasil.
A Meituan anunciou R$ 5,6 bilhões em investimentos ao longo de cinco anos para entrar no país e competir com o iFood.
A Dongfeng estreia em agosto de 2026 com o DFM Box. E a lista continua crescendo…
A mensagem aqui é que a China está exportando para cá, além de empresas e produtos, uma nova lógica de consumo.
E, para entender o que pode acontecer por aqui, vale olharmos para o consumidor chinês. Escolhemos algumas das principais plataformas para aprender com elas.
💬 Começando pelo WeChat.
São 1,3 bilhão de usuários mensais, mais de 360 minutos por dia dentro do app e um ecossistema com 7 milhões de mini apps vivendo dentro da plataforma, que permitem desde pedir comida até acessar serviços do governo.
O insight comportamental é: não existe “fora do app”. Quanto mais coisas acontecem dentro do mesmo ambiente, mais dados sobre comportamento, intenção e consumo aquela plataforma acumula.
🎵 Depois vem o Douyin, AKA o TikTok chinês.
A ideia inicial era construir uma plataforma financeira, mas a ByteDance entendeu rápido que, antes de ter clientes, precisava ter audiência. Foi aí que entrou no entretenimento com vídeos curtos.
Em 2021, lançou o Douyin Pay integrado ao feed: você assiste a um vídeo → vê um produto → compra em segundos → paga sem sair do app.
E a ferramenta de live commerce logo se mostrou uma máquina de vendas, e hoje cerca de 40% do e-commerce do Douyin já passa por lives.
O ponto aqui é importante: o TikTok que conhecemos no Brasil ainda é uma versão muito menor desse ecossistema. A chegada do TikTok Shop é justamente uma tentativa de exportar parte dessa lógica para outros mercados.
🎮 E a terceira é a Pinduoduo.
Uma das plataformas que mais cresceu na China nos últimos anos. O seu segredo é transformar a busca por desconto em um jogo com dopamina.
Algumas mecanicas que usam: group buying para comprar com desconhecidos e pagar menos, check-in diário para acumular pontos, minijogos, flash deals, roletas e cupons.
O insight comportamental aqui é: o consumidor da Pinduoduo não simplesmente “pesquisa e compra”. Ele joga e ganha. O ato de comprar virou entretenimento.
O que isso pode mudar no comportamento do consumidor brasileiro?
Preço como critério único — As plataformas chinesas educaram o consumidor brasileiro a comparar TUDO com o preço mais baixo possível. Isso cria uma pressão deflacionária sobre qualquer varejista local.
Descoberta dentro do entretenimento — A lógica do TikTok Shop é: você não foi comprar, você estava vendo vídeo, e comprou. O funil de marketing tradicional (awareness → consideração → decisão) foi comprimido para segundos.
Volume e variedade como valor — Shein lança entre 2.000 e 10.000 SKUs por dia. O consumidor acostumado com isso passa a ver qualquer varejista com 300 opções como “limitado”.
Live como canal de vendas — O brasileiro começou a comprar ao vivo. Ainda tímido comparado à China, mas crescendo. A chegada do TikTok Shop acelerou.
Gamificação da compra — As mecânicas de Shopee (missões diárias, moedas, check-in) já estão presentes no Brasil e treinaram parte da base a esperar recompensas por engajamento.
O cenário com o qual possivelmente vamos nos deparar é de setores em que a vantagem é estrutural e dificilmente reversível: eletrônicos de consumo (Xiaomi, Lenovo), veículos elétricos (BYD, Omoda), moda fast-fashion (Shein) e infraestrutura (energia elétrica e telecomunicações).
Nesses casos, a integração vertical da cadeia produtiva cria um custo que o Brasil não consegue replicar. Preço, escala, velocidade de produção e variedade provavelmente são uma briga difícil de ganhar.
Mas existe um território que a China não domina e provavelmente nunca vai dominar da mesma forma.
Porque, se tudo o que ela produz é white label que compete por preço, o que ela não compra é cultura, relacionamento, pertencimento, confiança, comunidade, relevância local. Marca.
Esses são os ativos que não têm fábrica na China. E, se ela vende produto, você pode vender identidade. E talvez esteja justamente aí a fortaleza das empresas brasileiras.
What the takeaway?
A China enxerga o Brasil como uma das maiores apostas do mundo nos próximos anos. Os R$ 27 bilhões são só o que está no papel agora, a projeção fala em R$ 200 bilhões até 2030. E conforme ela instala empresas, plataformas e hábitos aqui, o comportamento do consumidor brasileiro vai acumulando similaridades com o que já existe lá.
Para as marcas, há dois movimentos possíveis.
O primeiro é aprender com o playbook chinês: gamificação, live commerce, discovery dentro do entretenimento, mecânicas que criam hábito de retorno. Não precisa ir para a China para implementar.
O segundo é uma pergunta que merece ficar aberta: preço você nunca vai ganhar deles. Então o que sobra é a marca e a relevância cultural que você tem. Dá para se juntar a uma delas e unir potências? Dá para investir em marca agora, antes que a disputa seja só por margem?
A China não está chegando. Ela já chegou. A questão é o que você vai fazer enquanto o jogo ainda tem regras que você conhece.

Um giro pelas últimas campanhas de destaque
🚗 Hater vs. BYD Song Pro. Adoramos ver a marca chinesa lançando um novo carro no Brasil com uma campanha que é a cara do brasileiro. Parabéns, BYD!
☀️ Trending now: fugir do calor. Com as heat waves na Europa, marcas estão criando ativações para refrescar consumidores. Em Londres, a Minus 196 criou um bar pop-up refrigerado para experimentar a vodka soda em um ambiente gelado. Pega essa inspo.
📺 A Netflix literalmente colocou um homem para morar dentro do seu OOH. Creepy… e sensacional. Veja com seus olhos.
🥑 Guacamole que paga seu aluguel. A Taco Bell pegou a velha piada de que millennials não conseguem comprar casa porque gastam dinheiro com avocado toast e entrou com essa campanha: compre qualquer item com guacamole e concorra a até um ano de aluguel pago.
🕶️ Em plena febre dos óculos com IA, a DuckDuckGo lançou os “Normal Fing Sunglasses”. A piada sobre privacidade funcionou, os óculos de US$ 35 esgotaram em menos de 1 semana.

👀 Se você chegou até aqui, já sabe que temos um bom repertório. Imagina o que dá pra construir juntos... Clique aqui e fale com a gente.
O que você achou da edição de hoje?
até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻

POWERED BY



