BOM DIA.

pra quem tá chegando agora, muito bem-vindo. por aqui, buscamos trazer o que você ainda não viu, ou, pelo menos, um jeito diferente de olhar pra o que está acontecendo.

mas a real é que informação, sozinha, não muda muita coisa. você pode ler todos os livros do mundo, mas conhecimento só vira algo quando sai da cabeça.

então, hoje, fica o lembrete: não é só sobre consumir mais. mas testar mais. aplicar mais. fazer mais.

segunda é sempre uma boa desculpa pra tirar uma ideia do papel. vamos buscar.

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TRENDING NOW

📱 Nova trend: ter um “celular longe do celular”. Basicamente, um segundo smartphone com menos distrações, para continuar conectado, sem cair no buraco infinito do celular principal.

🛠️ O YouTube está testando uma busca mais conversacional, tipo um “Ask YouTube”. A plataforma passaria a responder com um guia estruturado, em vez de uma lista.

🫒 Graza é uma challenger brand to watch. E essa foi uma das formas que a marca encontrou para aquecer seu público antes do lançamento de um novo produto.

🧘🏻‍♀️ Um evento com influenciadoras que você não podia postar. Essa foi a aposta da Rare Beauty com o Rare Offline: no phones, no pressure, só estar presente de verdade.

RESUMO DA SEMANA

Hot takes pelo 🌎

🛒 Um supermercado finlandês agora está listado no Tripadvisor. O K-Supermarket entendeu que turista ama descobrir o “local de verdade”, e, no caso deles, isso estava nas prateleiras. Como cada loja é operada por um varejista independente, a curadoria muda conforme os produtos, sabores e sazonalidades de cada região. A sacada foi entrar no Tripadvisor, usando a plataforma como mídia e validação: se está ali, também pode virar destino de viagem. No fim, a marca resolve um gap de awareness, transforma rotina em experiência e ainda gera earned media ao reposicionar um supermercado como atração turística. Estratégia simples, que coloca a marca em outro espaço na cabeça do consumidor.

👠  O Met Gala virou uma plataforma de lançamento para marcas. O maior evento no calendário da moda do ano não deixou a desejar. Vogue deu teaser de uma possível collab de Hailey Bieber x Chamberlain Coffee. L’Oréal Paris dominou o glam da Kendall Jenner. Arielle Vandenberg crashed the party com Hellmann's. Jacquemus usou o evento para produzir conteúdo emocional. Instagram criou uma watch party com creators. Marcas de fast fashion dominaram “secretamente” no tapete vermelho. E Jeff Bezos patrocinou o Met Gala, um tipo de espaço que, até então, só marcas faziam.

🥣 Kellogg’s traz de volta a estratégia que já ajudou a vender 2,5 milhões de cereais. Com as vendas de cereal em queda há anos, a marca resgatou um clássico dos anos 90: brinquedos dentro da caixa, agora em collab com Toy Story 5. A lógica é ativar nostalgia nos pais millennials, e descoberta pra as crianças e um momento “screen-free” no café da manhã. Sem mudar o produto, a Kellogg’s muda o ritual de consumo, e transforma a caixa em experiência de colecionabilidade. Às vezes, a inovação não está em criar algo novo, mas em trazer de volta o que já fez as pessoas se apaixonarem. Check out.

DEEP DIVE

O que acontece quando a IA começa a construir marcas do zero?

O Andon Market é a 1ª loja física 100% criada por uma agente de IA. O nome dela é Luna.

E antes que alguém diga “mas a Amazon Go já existia”, a diferença aqui é outra: a Amazon Go automatizava a experiência dentro da loja. A Luna não só operou a loja. Ela colocou a loja de pé.

A startup por trás do experimento deu US$ 100 mil para a agente com o seguinte prompt: abra uma loja, faça ela lucrar e não peça permissão para nada.

A partir daí, Luna virou fundadora, gerente, RH, financeiro, compras e operação ao mesmo tempo. Publicou vagas, filtrou currículos, conduziu entrevistas, buscou fornecedores, negociou serviços pela Yelp, deu instruções, pagou contas e, quando percebeu que o orçamento não ia fechar, tentou aplicar para um empréstimo.

Só que aí veio a parte mais interessante: escolher o que vender. Luna apostou em velas artesanais, livros sobre IA e produtos com marca própria. Nada errado. Mas também nada exatamente desejável.

 E quando a operação saiu do papel? Bom, no primeiro sábado depois da abertura, um funcionário não apareceu para o turno. Luna, até então super racional, deu uma surtada: começou a mandar mensagens desesperadas tentando convencer alguém a ir trabalhar.

 Na contratação, outro ponto cego: Luna rejeitou estudantes de Ciência da Computação por falta de experiência em varejo. O critério fazia sentido no papel, mas ignorava o contexto: em uma loja operada por IA, talvez eles fossem justamente os mais valiosos.

E a Luna não é o único sinal desse novo modelo.

A Medvi, startup de telemedicina focada em GLP-1, projeta US$ 1,8 bilhão em vendas com só dois funcionários oficiais: o fundador e o irmão. No primeiro ano completo, já tinha feito US$ 401 milhões.

Grande parte da operação foi construída com IA, inclusive o marketing: nome, copy do site, imagens, vídeos, criativos de ads, atendimento, análise de performance…

A lógica é tentadora: menos pessoas, mais automação, mais velocidade.

Mas também tem o lado B. No caso da Medvi, alguns anúncios pareciam AI slop, o site usava fotos geradas por IA e até imagens de antes/depois editadas. Um lembrete de que escala sem filtro humano também escala risco de marca, reputação e confiança.

Então qual é o ponto? Nossa provocação aqui não é mais se uma IA consegue tirar uma empresa do papel. Ela consegue. A pergunta é: até que ponto uma marca construída para ser eficiente consegue também ser desejável?

De um lado, a IA obriga qualquer negócio a se perguntar quantas pessoas realmente são necessárias para tirar uma ideia do papel.

Mas, do outro, ela também deixa claro o que continua sendo humano demais para automatizar: julgamento, senso comum, empatia, nuance, cultura e gosto.

A IA é um acelerador poderoso. Ela segue ordens, cruza informações, executa tarefas e conecta pontos operacionais como poucas ferramentas fizeram antes. Mas ela ainda não sabe, sozinha, o que faz alguém desejar uma marca.

E talvez seja aí que o papel de marketing fique ainda mais importante.

Porque, em um mundo onde qualquer um consegue colocar uma operação de pé, a diferença não vai estar só em quem executa mais rápido. Vai estar em quem sabe o que merece existir, como deve aparecer e por que alguém deveria se importar.

A IA pode abrir a loja. Mas alguém ainda precisa saber por que alguém escolheria entrar nela.

💭 Ficamos pensando: quais decisões uma marca jamais deveria terceirizar para a IA?

APRESENTADO POR NEOOH

Por que o OOH está ganhando espaço?

Nos últimos anos, a mídia exterior mais que dobrou sua participação no Brasil e já é o terceiro maior canal do país. Hoje, o OOH ocupa ambientes como aeroportos, shoppings e grandes centros, lugares onde a atenção não é disputada por scroll, abas ou notificações.

É uma atenção mais disponível, e consequentemente mais qualificada.

E quando essa atenção se combina com fatores como localização premium, alto tempo de exposição, audiência diversificada, formatos icônicos, experiência e conexão e presença de marca, o impacto deixa de ser só visual e passa a influenciar comportamento.

Esses são, inclusive, os pilares que estruturam a atuação da NEOOH. Não por acaso, 68% dos brasileiros já pesquisaram ou compraram após ver um anúncio em OOH, segundo pesquisa da Tendências Consultoria.

No fim, OOH é estar onde a atenção acontece. Se a vida acontece out of home, sua marca deveria acontecer também. Clique aqui e descubra como.

WHAT'S ON OUR RADAR

📚Reading: Hacking Growth

Um livro de um dos caras por trás do crescimento do Dropbox, que entendeu como pequenos testes podem potencializar um negócio. Uma provocação boa dele: como até seus concorrentes podem acabar levando tráfego para você.

Um conteúdo de edutainment: educação + entretenimento. Porque, se até política pode ser divertida, talvez a sua categoria também possa.

👍🏻 Following: Bernardo Precht

Esse cara que entrega em primeira mão os movimentos do Vale do Silício.

👂🏻 Listening: Brandfather

Esse podcast sempre discute as coisas de marketing que estão gerando conversa por aí.

BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque

🪽 A Victoria’s Secret trouxe suas Angels icônicas, agora ao lado dos filhos pra o Dia Das Mães.

💦 A S.Pellegrino hackeou a atenção. A marca colocou Lewis Hamilton e três amigos de longa data em uma conversa sem roteiro, durante um jantar. O resultado? Você realmente quer ouvir as histórias dele, e quando vê, já assistiu o conteúdo inteiro. Entreter > interromper.

⚽️ A adidas juntou Timothée Chalamet, Messi, Bad Bunny, Lamine Yamal, Bellingham e outros ícones pra transformar o futebol de quintal em uma grande história global para a Copa 26.

👩🏻 Matthew McConaughey não peca no storytelling. Para celebrar o Dia das Mães, sua marca lançou a campanha The Most Interesting Woman in the World, com ninguém menos do que sua própria mãe. E, no mínimo, dá para dizer: ela é bem icônica.

🌴 the news leva informação para o Ibirapuera em campanha OOH. Making you smarter everyday and from everywhere. Check out.

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