BOM DIA.

como já dizia Guilherme Benchimol, sonhar grande é conservador. afinal, se você sonha pequeno, qualquer pessoa pode fazer melhor que você e te substituir. agora, quando você sonha grande, você cria algo tão especial que ninguém consegue tirar o seu lugar.

e isso vale para tudo: atração de talentos, planejamento estratégico, posicionamento de marca, orçamento, credibilidade no longo prazo… então, por hoje, fica a pergunta: você está pensando grande o suficiente?

Na edição de hoje, vamos continuar tentando entender a Gen Z, fazer um breakdown da estratégia da Grüns, que acabou de ser vendida para a Unilever, e falar sobre os destaques do Coachella… ou melhor, Bieberchella.

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ANOTA ESSA

Se o seu resultado depende de algoritmo, ele não é tão seu assim

Quando toda a sua estratégia está no digital, seu crescimento também fica. E é por isso que OOH é tão relevante, ainda hoje. Segundo a Kantar:

40% pesquisam a marca depois de ver um anúncio OOH, 37% passam a seguir nas redes e 68% avançam na decisão de compra. E mais: campanhas que combinam OOH + Digital são 40% mais efetivas do que canais isolados. (Nielsen)

Você não pode depender somente do algoritmo digital: é preciso complementá-lo. Com o Aqui Ads, a plataforma self-service de compra de mídia da Eletromídia, dá pra planejar, criar e rodar campanhas em OOH com a mesma lógica do digital, escolhendo região, investimento e formato. Experimente aqui.

Apresentado por Aqui Ads*

INVITE OF THE WEEK

Sem enquete essa semana por um motivo especial. Temos um convite a fazer…

Sua marca sabe mover cultura?

Nesta quinta-feira, teremos um bate-papo aqui no escritório do the news com a Priscila Dias, Netflix Latam Media Manager, sobre como marcas podem entreter sem interromper, e, principalmente, mover cultura.

Uma sala intimista, um microfone circulando e uma curadoria de líderes de marcas para uma troca.

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Últimos lugares disponíveis

RESUMO DA SEMANA

Hot takes pelo 🌎

📺 Canal 24/7 com programação on demand, mas não é TV tradicional, é o YouTube. A plataforma está lançando o “Stations”, que te serve uma programação contínua e gratuita no modelo FAST channel. Ela entendeu que, com tanta opção, às vezes você só quer sentar no sofá e ter algo rodando. Mas não qualquer coisa, criadores poderão montar seus próprios “canais” de TV com playlists, enquanto o algoritmo ajusta tudo às suas preferências. Sai do lean forward (ativo) para o lean back (passivo). Isso vira sua TV companion, onde você pode até ter uma IA na TV para interagir e explorar o conteúdo que está passando. Assim, o YouTube deixa de ser TV ou social, e vira uma categoria própria.

🎾 Whoop é banida no Australian Open, e vira oportunidade pra a marca. Durante o torneio, Alcaraz e Sinner foram instruídos a retirar a pulseira, mesmo já aprovada pela federação. Em vez de acionar advogados, Will, CEO da Whoop, apostou no marketing. Foi ao X e soltou: “Dados não são esteroides.” Em seguida, agiu rápido: adaptou o produto criando roupas íntimas e tops esportivos com o mesmo sensor embutido, permitindo que os atletas continuassem rastreando dados durante as partidas. O problema virou uma nova linha de produtos de sucesso para a marca. Afinal, por histórico, quando algo é banido, isso só aumenta o desejo, como foi com os skates nos anos 60 e com a Red Bull na França em 96.

🧠 O surto coletivo da Gen Z. Como vocês já sabem, por aqui a gente sempre tenta trazer insights de dentro da cabeça dessa nova geração. E o de hoje reforça uma coisa: a busca pela vida offline. Veja alguns movimentos dessa semana:

⭐️A Svedka lançou um telefone flip com duas funções, ligações e mensagens. Uma aposta parecida com a que a Heineken fez em 2024 com o Boring Phone.
⭐️O Pinterest criou uma experiência offline no Coachella. No espaço, os visitantes são convidados a guardar seus celulares e participar de atividades presenciais.
⭐️E, por último… chegamos a um ponto em que jovens estão pagando até mil dólares para ler… junto com desconhecidos. Pois é. O desejo por experiências coletivas está crescendo — é o mesmo movimento que explica por que a missa virou a nova balada pra eles.

BIG STORY

Do zero ao $1 bi em 32 meses: o crescimento mais rápido do CPG

8 balas de goma derivadas de 60 ingredientes integrais.

Estamos falando da Grüns, que acabou de ser comprada pela Unilever. Pra você ter noção do tamanho disso: marcas similares demoraram muito mais: Poppi levou 9 anos, Liquid I.V. 8 anos, e Dr. Squatch, 12.

Qual é o segredo aqui? Vamos de roadmap…

📆 Pré-lançamento (2022/23): O fundador, Chad Janis, estava cursando seu MBA em Stanford quando experimentou um suplemento em pó verde no escritório do seu pai e odiou.

Ali veio o insight de juntar a densidade nutricional de um pó verde (tipo AG1) com o formato prazeroso e viral das gomas (tipo Goli).

Passou um ano testando com colegas de Stanford e tentando achar uma fábrica que topasse a fórmula — difícil, mas crítico. Porque o coração do negócio era a experiência. Foi o formato e o prazer de consumir que levaram 80% dos clientes usarem o produto diariamente, um key point para o sucesso do negócio.

📆 Mês 1 (ago/2023): Com um investimento inicial de US$ 300K (friends and family), tiraram o projeto do papel com vendas via DTC, direto no site.

Desde o dia 1, o foco era receita recorrente. A estratégia, então, foi tornar a compra avulsa cara o suficiente para que a assinatura mensal fosse a escolha óbvia. O resultado? receita previsível e mais de 1 milhão de assinantes ativos.

📆 Mês 6 (fev/2024): Em poucos meses, levantaram US$ 6 milhões e pisaram fundo em Meta/Google Ads, seguindo uma regra: o lucro gerado pelo LTV precisava ser pelo menos 3x maior que o CAC.

  • No criativo: criaram 6 funis hiper-direcionados com +660 variações de anúncios. Landing pages específicas para cada dor e uma copy sempre focada no sentimento de consumir o produto.

  • Por exemplo: trabalharam mulheres com problemas intestinais e inchaço, pessoas focadas em perda de peso, usuários de remédios como GLP-1 com constipação…

Além disso, apostaram full em micro-influencers: 250 mil membros, recebendo produto semanal grátis + comissão por venda. Fora o email marketing com uma linguagem educacional, sempre buscando gerar valor antes de “pedir” algo em troca.

📆 Mês 14 (out/2024): A empresa atinge lucratividade.

Expande o portfólio para comunicar com públicos e necessidades diferentes — Grüns Club (crianças), gomas nootrópicas (cognição), energia/pré-treino (Jüced)…

E começa a dominar canais de volume, como o TikTok Shop, onde ofereciam até 45% de desconto para explodir em compras por impulso.

📆 Mês 21 (mai/2025): Run rate de US$ 100 milhões, ainda majoritariamente online. Para susentar o crescimento, levantaram uma rodada Series B de US$ 35 milhões.

Escalam a equipe para +130 pessoas, mantendo tudo in-house, e implementam softwares para automatização (ERP, Rich Panel, Saras Analytics).

📆 Mês 24 (ago/2025): Triplica de tamanho e eleva a régua. Depois de dominar DTC e Amazon, precisavam chamar a atenção nas prateleiras físicas. Para isso, reformularam a embalagem inicial, feita no Canva em uma tarde pelo fundador, para uma versão muito mais moderna e atrativa. Rebranding time!!

E aí vem a escala: 6.300 pontos de venda — Target, Walmart e Sam’s Club…

📆 Mês 32 (abr/2025): É goal!!! Operando com múltiplos canais rentáveis, portfólio diversificado, controle financeiro impecável e milhões de gomas embaladas por dia, a Grüns chama a atenção dos gigantes.

A Unilever anuncia a aquisição por ~US$ 1,2 bilhão.

Jackpot.

Resumo 👇🏻

_ _ _ _ chella. Preencha como quiser

O primeiro final de semana do Coachella deu o que falar. Ou melhor tudo que aconteceu em volta dele. Com alguns festivais vindo por aqui no Brasil, podemos tirar boas inspirações do que rolou por lá. Segue nossos destaques:

  1. O foco saiu do evento, virou sobre as pessoas

De Bieberchella a Sabrinachella… os artistas sobressaíram o evento. Principalmente o nosso queridinho Justin Bieber. A tendência mais analógica ajudou, mas ele não deixou a desejar. Trouxe um show mais emocional, menos performático (entenda aqui) — depois de um bom tempo sem subir no palco.

Mas, no fim, o show foi só um detalhe. Porque ele lançou um drop em collab com a Hailey, ativou sua própria marca de roupa, SKYLRK, e dominou a conversa.

  1. Let me give you a house tour (🎶)

A musiquinha da Sabrina Carpenter viralizou no TikTok com vários influenciadores mostrando as melhores casas e gerando muito conteúdo.

Mas o ponto aqui é que as marcas estão usando esse momento pra levar as pessoas pra dentro delas. Pra viver a marca. LoveShackFancy, Revolve, 818, Magnum, Poppi… A lista é infinita… literalmente.

  1. O evento dentro do evento

Um dos grandes destaques foi o Outpost da 818 (conheça aqui). O que começou como uma ativação da marca 818, de Kendall Jenner, em 2021 virou algo muito maior. Virou world-building e um evento proprietário anual da marca.

Eles escolhem uma temática e constroem um universo inteiro ao redor dela, chamando marcas pra construir junto. Essas são algumas premissas deles:

  • World-building → você entra na marca

  • Touchpoints everywhere → do PR package, a pulseira de acesso ao evento…

  • Memory > moment → tudo pensado pra virar memória (e mídia)

  • Community > audiência → curadoria impecável de convidados. De KOLs a famosos.

  • Integration > sponsorship → não tem “cota” de evento, parceria tem que ser long-term.

No fim, é um evento que vende status, acesso e exclusividade.

BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque

🎧 Quando o digital isola, o analógico resolve (risos). Foi essa a aposta da Skoda, fabricante de automóveis, que criou uma campainha que “fura” o noise canceling dos fones de ouvido após perceber os acidentes que essa tecnologia estava causando nas ruas.

🚀 Nutella foi a 1ª marca a ter um publi no espaço. Mesmo sem ser pago, valeu: o pote apareceu na live da NASA, virando um dos melhores product placements já vistos.

🎡 Billboardchella. Os clássicos OOHs dominam o caminho até o Coachella. Veja alguns deste ano aqui.

🥤 It’s a double win. Coca-Cola se junta a 13 redes de fast-food para ajudá-las a vender mais… Coca-Cola. Entenda mais aqui.

🎬 Iconic. Quem vem acompanhando o movimento dos filmes se posicionarem como marca? Devil Wears Prada é um exemplo disso, e sua nova campanha certamente marcará seus fãs.

TRENDING NOW

🧼 A Apple do álcool em gel. Essa marca ocupou o espaço da categoria e transformou o ato de higienizar as mãos em algo cool e até colecionável.

🎁 Precisando de uma ideia para seu giveaway? Que tal uma Birkin… A Phia, empresa da filha do Bill Gates, usou essa para impulsionar downloads do app.

🎓 Syracuse é a primeira universidade nos EUA a oferecer um minor em creator economy. Veja como isso funciona na prática aqui.

🌿 Filho de Donald Trump, Barron, lança uma marca de yerba tea, uma fonte alternativa de energia. Confira a nova marca aqui.

👀 Se você chegou até aqui, já sabe que temos um bom repertório. Imagina o que dá pra construir juntos... Clique aqui e fale com a gente.

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