

BOM DIA.
o WeWard, app de fitness apoiado por Venus Williams, criou uma função que bloqueia o TikTok até você cumprir sua meta de passos. primeiro, o objetivo. depois, a recompensa.
por hoje, vale o exercício: qual gratificação você pode se dar hoje ao alcançar suas metas? e, para a sua marca, qual limite você pode implementar no seu produto para ajudar a transformar intenção em comportamento de compra?
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TRENDING NOW
🧋 EGC Affiliate Program: esse é o novo programa de afiliados da Starbucks, que transforma seus próprios funcionários em embaixadores da marca.
😳 Novo lançamento da Meta é tirado do ar em apenas três dias. Sabe aquela foto das suas férias? Ela poderia virar o próximo comercial do Insta sem você saber e ganhar um centavo por isso. Essa era a proposta do Muse, ferramenta que transformava users em modelos de ads.
💭 As pessoas estão terceirizando a própria voz. 41% dos posts longos vistos no LinkedIn podem ter sido inteiramente gerados por IA.
RESUMO DA SEMANA
Hot takes pelo 🌎
🚗 A nova estratégia da Fiat para enfrentar as challengers dos elétricos. Sem conseguir competir com a qualidade da Tesla ou o preço da BYD, a marca seguiu o lema “não tente ser melhor, tente ser o primeiro” e apostou na micromobilidade com o Topolino (veja só), o menor veículo regularizado para circular nas ruas dos EUA. A Fiat mira três públicos: hotéis de luxo, como o Ritz-Carlton, que podem oferecê-lo como um test drive aspiracional; boomers aposentados, acostumados a usar carrinhos de golfe no dia a dia; e jovens urbanos que querem mobilidade sem o custo de um carro convencional. Até o Papa encomendou 20 unidades para o Vaticano. Agora resta saber se pega.
🏀 O que significa a saída de LeBron dos Lakers? Depois de oito temporadas, LeBron deixa o time. E isso não representa apenas uma troca de jogador, mas uma migração de audiência. O 1º atleta ativo da NBA a se tornar bilionário, LeBron acumula cerca de US$ 1,4 bi e se tornou mais do que um jogador: uma plataforma de mídia, commerce e cultura. Ingressos, camisas, patrocinadores e atenção global vão acompanhá-lo. É como quando o apresentador se torna maior do que o próprio programa: a atração continua, mas parte do público vai embora com ele. Não há problema em construir uma marca ao redor de pessoas fortes, muito pelo contrário. O risco surge quando a instituição deixa sua identidade depender do carisma de uma única pessoa. Não necessariamente é o caso dos Lakers, mas nos leva a uma reflexão: sua marca transforma atenção emprestada em valor próprio?
🏆 A Fox transformou a Copa em um segundo lançamento para seu streaming. Pra atrair pessoas que abandonaram ou nunca tiveram TV por assinatura, a Fox One apostou em creators. Criou o Chief World Cup Watchers, colocando dois torcedores para assistir aos 104 jogos dentro de um cubo transparente na Times Square, reagir às partidas e transformar tudo em conteúdo viral (como esse aqui). E em outra frente, associou-se ao iShowSpeed para fazer watchalongs e alcançar uma audiência que dificilmente seria impactada por uma campanha tradicional sua. Segundo a Fox, viralizar é só o começo. Para evitar que os novos assinantes saiam após a Copa, a plataforma testa onboarding, ofertas e canais com melhor relação entre CAC e LTV. A lógica? Creators geram atenção, a Copa acelera a aquisição e o produto transforma o pico em retenção. O aprendizado? Viralizar é importante, mas estar preparado para transformar o viral em negócio é ainda mais. (leia mais sobre aqui).
DEEP DIVE
O cassino virou o novo modelo de negócio do digital?

(imagem gerada com IA)
Depende de como você define cassino. Se for um lugar onde as pessoas colocam dinheiro esperando um resultado incerto, a resposta é: já foi.
A história da Kalshi explica bem.
Em 2021, a startup americana entrou no mercado de prediction markets. O produto já tinha aprovação regulatória e big potencial de mercado, mas tinha um problema: soava como aposta. Eles precisavam mudar isso.
A empresa logo entendeu que distribuição e acesso são coisas diferentes. Dinheiro pode até comprar alcance, mas sozinho não necessariamente penetra a cultura. Era preciso de posicionamento. E, dentro de sua estratégia, duas parcerias parecem ter resolvido boa coisa.
A primeira: com a Robinhood, o app que democratizou o mercado de ações nos EUA, transformando investimento em algo tão acessível quanto abrir um feed.
A Robinhood queria entrar na categoria de apostas sem esperar anos por aprovações regulatórias.
A Kalshi queria acesso à base de usuários da Robinhood. Pareceu óbvio para os dois lados.
Dito e feito. A marca, que já possuía uma forte associação com o universo financeiro, passou a oferecer contratos da Kalshi e, em pouco tempo, chegou a representar 50% de todo o volume de negociação da plataforma. O produto era o mesmo, mas o contexto era outro.
✅ Reframing feito. A aposta virou uma decisão de investimento e desbloqueou carteiras maiores, movimentando +US$ 2 bilhão em contratos apenas no Q3 de 2025.
🤔 Qual parceiro é mais valioso: aquele que oferece o produto tecnicamente superior ou aquele que molda a forma como as pessoas o percebem?
A segunda parceria: CNN e CNBC. Desde 2025, a CNBC publicou 58 artigos que são basicamente anúncios da Kalshi disfarçados de conteúdo editorial. A parceria incluiu aquisição de novos clientes, participação minoritária na Kalshi e pagamento pelos dados.
✅ Reframing feito novamente. A aposta deixa de parecer aposta e passa a ser apresentada como “o que o mercado está projetando”. Vira análise. Ganha credibilidade.
Nós sabemos que colocar uma aposta dentro de um contexto de investimento não muda o risco. Mas muda a percepção do risco. E percepção move dinheiro.
Hoje, a Kalshi chega a movimentar US$ 17,9 bi por mês e detém 89% do mercado de prediction markets nos EUA. Se você nos perguntar porque? Ela foi atrás de confiança.
Compara ela com sua maior concorrente. Você ve a Polymarket entrando no Golden Globes, fechando parceria com Substacks e ligas esportivas. A Kalshi, por sua vez, entrou em CNN, CNBC e Fox.
O objetivo aqui não é entrar na discussão ética, mas trazer, do ponto de vista de marca, os riscos e as oportunidades desse movimento.
O risco é que a previsão deixe de apenas refletir o que pode acontecer e passe a influenciar o próprio resultado. Em política, premiações e notícias, uma odd exibida como “verdade coletiva” pode moldar opiniões, expectativas e comportamentos.
Há várias reflexões possíveis nessa história: a estratégia de framing, a diferença entre distribuição e acesso, a relevância da marca e o papel catalisador da confiança…
Mas vamos focar em um ponto: prediction markets podem ser uma poderosa ferramenta de gamificação e audiência, mas as marcas precisam avaliar até que ponto estão tornando o conteúdo mais interativo, ou apenas transformando tudo em um cassino.
E isso não parece exatamente novo. Até que ponto é tão diferente dos algoritmos que carregamos na palma da mão todos os dias? Ao decidir repetidamente o que vemos, eles também ajudam a construir nossos gostos.
Da mesma forma, os mercados de previsão são apresentados como instrumentos que refletem expectativas, embora sua exposição também possa influenciar as próprias expectativas que dizem apenas medir. Afinal, não é apenas o conteúdo que muda o comportamento.
What's the takeaway?
Talvez o cassino não tenha virado o modelo de negócio de todo o digital. Mas sua lógica, transformar probabilidades em engajamento e engajamento em receita, está cada vez mais presente.
A saída não é tornar a mídia menos interativa nem rejeitar toda previsão baseada em mercados. Tudo pode ou não ter seu valor.
Mas a nossa aposta, a oportuniade aqui, é que vamos nos mover cada vez mais em direção a quem escolhe a transparência. O framing sempre vai mover atenção e dinheiro. A diferença está em sabermos quem está enquadrando a realidade, com qual interesse e para benefício de quem.
TREND TO WATCH
Outras coisas que estamos de olho
💧 Loonen water. A marca chegou ao mercado este ano, já foi vista na mão de Justin Bieber e promete ser a água mais pura do mundo, sem encostar em plástico em nenhum momento da sua jornada.
💪 Strong is the new skinny. Com a chegada dos GLP-1, ser magro ficou mais acessível, e, conforme isso perde exclusividade, o desejo migra. O novo bonito não é apenas ser skinny, mas ser lean: forte, definido e aparentemente saudável.
📵 Como conquistamos de volta a nossa individualidade? Em um mundo dominado por algoritmos e excesso de escolha, queremos recuperar autonomia, presença e gosto pessoal. Como estratégia, o consumidor está buscando limites: por exemplo, dispositivos antigos oferecem menos opções, notificações e distrações. Talvez o novo luxo digital é na curadoria. Menos é mais.
🤖 Agentic Commerce. ShopGPT knows what you want. É o que estão falando. A aposta é que a conveniência chega ao seu ápice na hora da compra: não haverá outro caminho além do one-stop shop. Os sites serão cada vez menos desenhados para nós e cada vez mais estruturados para que a IA consiga ler, comparar e comprar por você.
BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque
⚽️ Sensacional. Antes de Noruega x Inglaterra pelas quartas da Copa, a Norwegian Air fez uma aposta pública com a British Airways: quem perdesse trocaria a foto do Instagram pelo logo da rival por um dia. Dito e feito.
👑 King Kylie strikes again. Kylie Jenner leva sua persona mais icônica para a Dunkin’, em uma collab que lança novas bebidas e busca impulsionar o programa de fidelidade da marca.
🍅 A Heinz lançou os Penalty Packets, sachês de ketchup e mostarda inspirados nos cartões vermelho e amarelo do futebol, para quando a comida comete a falta de estar sem graça.
📱 Entertain or die. O Google Pixel transformou uma campanha de produto em uma série de microdramas criada com Alex Cooper e a Unwell. Nos deu vontade de assistir rsrsrs.
🎾 Wimbledon highlights: o Méqui oficializou o hábito de mergulhar batata no milk-shake com o Shake n’ Serve. A Ralph Lauren criou essa experiência 😍. E, na Índia, um dos mercados prioritários de crescimento do torneio, o tradicional strawberries and cream virou um kulfi de edição limitada em parceria com uma das marcas mais antigas de Delhi.
👀 Se você chegou até aqui, já sabe que temos um bom repertório. Imagina o que dá pra construir juntos... Clique aqui e fale com a gente.
O que você achou da edição de hoje?
até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻

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