

BOM DIA.
Por 15 anos, Amy Webb subiu no palco do SXSW e entregou o mesmo presente: um relatório com as trends que vão moldar o futuro. Na semana passada, ela enterrou esse formato.
Não porque tendências deixaram de existir, mas porque olhar para elas isoladamente não é mais suficiente. O que importa agora são as convergências: o momento em que vÔrias forças passam a agir juntas e criam mudanças que não têm volta.
Ela apontou três: ampliação humana além dos limites naturais, trabalho sem escassez de tempo ou gente, e terceirização da vida emocional para mÔquinas. Vale assistir aqui.
š uma fonte de inspiração para os seus conteĆŗdos, estratĆ©gia e uma pitada de insights para a sua marca.

šļø Nos ouƧa clicando aqui.
ANOTA ESSA
O Linkedln trocou o seu sistemaā¦
Antes, ele usava vĆ”rias fontes separadas ā trending, sua rede, palavras-chave ā para montar seu feed. Agora tem uma só: entendimento semĆ¢ntico real do que vocĆŖ consome e do que vocĆŖ posta. Ele nĆ£o lĆŖ mais palavras. LĆŖ contexto. E em vez de te mostrar o passado, tenta prever pra onde seus interesses estĆ£o indo.
O resultado? Seu conteúdo chega pra quem nunca ouviu falar de você, se fizer sentido pra esse alguém. Da próxima vez que for escrever um post, lembra disso: você provavelmente estÔ falando com alguém que não te conhece. Como você vai se diferenciar?
Fonte: artigo publicado pelo time de engenharia do LinkedIn em marƧo de 2026 (clique aqui para ler).
POLL OF THE WEEK
A cerimĆ“nia do Oscar 2026 foi mais politizada do que as anteriores. Do ponto de vista de brand safetyā¦
o que isso muda para as marcas?
(Continue rolando para ver os resultados do poll da semana passada)
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RESUMO DA SEMANA
Hot takes pelo š
š„”Ā Organic > Paid. A DoorDash acaba de fazer um movimento que apostamos que vai se tornar cada vez mais comum. Contratou Zaria Parvez, ex-chefe de social do Duolingo e conhecida por criar conteĆŗdos virais. A ideia Ć© inverter o modelo tradicional: em vez de usar social apenas para distribuir campanhas, o social vira o laboratório de ideias. O objetivo agora nĆ£o Ć© vender imediatamente, mas ganhar relevĆ¢ncia cultural e share of voice, especialmente entre Gen Z. Porque se a marca faz parte da conversa da internet, as vendas vĆŖm depois.
š McDonaldās vs. Taco Bell. Duas formas diferentes de criar buzz no fast food. O MĆ©qui aposta em executivos e mĆdia tradicional, com seu CEO virando um creator nas redes (quem nĆ£o viu o Ćŗltimo vĆdeo dele comendo um hambĆŗrguer?). JĆ” a Taco Bell segue outro caminho: cria eventos estilo ātech keynoteā ā quase vibe Apple, só que bem mais descontraĆdo ā cheios de creators, artistas e cultura pop. Os lanƧamentos viram "showsā e acabam gerando conteĆŗdo por toda a internet. No fim, as duas jogam o mesmo jogo: criar narrativa suficiente para que creators, mĆdia e fĆ£s falem do produto por conta própria. Veja só.
šš¶ Agora seu cachorro pode te ligar. Um gadget apresentado no Mobile World Congress chamado PetPhone funciona como um smartphone para pets: preso Ć coleira, ele permite que o dono ligue para o animal ā e que o próprio pet inicie uma chamada. O sistema detecta movimentos, como pulos, e liga automaticamente para o dono. Mais do que curiosidade, Ć© um sinal de um mercado pet cada vez mais humanizado, onde a tecnologia tenta aproximar ainda mais a relação entre animais e seus donos. Veja só.
š§© O fim dos apps? A era dos super apps. O padrĆ£o sempre foi criar apps de nicho para resolver uma dor especĆfica. Agora, a aposta Ć© que esses apps passem a ter cada vez mais dificuldade de se sustentar. Veja um exemplo: Kalshi e Polymarket estĆ£o crescendo rĆ”pido, impulsionadas por grandes investimentos em marketing para popularizar apostas em eventos do mundo real. Mas alguns investidores veem um risco: se apps financeiros como Robinhood, ou plataformas como DraftKings e X, adicionarem esse recurso, os prediction markets viram apenas mais uma feature dentro de ecossistemas muito maiores.
BIG STORY
A Apple estĆ” mudando?

Por muito tempo, quem acompanha a Apple sabe que setembro era sua data sagrada no calendƔrio da tecnologia.
Era quando a empresa concentrava seus grandes lanƧamentos em um Ćŗnico keynote. O resultado eram filas nas lojas, fĆ£s chegando de madrugada e muita mĆdia orgĆ¢nica.
Mas, nos últimos anos, a Apple começou a mudar esse jogo, espalhando lançamentos ao longo do ano e tratando cada produto como uma história própria.
E o lançamento do MacBook Neo talvez seja o exemplo mais claro dessa nova fase, não tanto pelo produto em si, mas pelo que ele revela sobre a estratégia da Apple.
Um laptop de US$499. Da Apple.
O nĆŗmero em si jĆ” causa estranhamento.
O MacBook Neo custa US$599 ā ou US$499 para estudantes, tornando-se o laptop mais acessĆvel que a Apple jĆ” lanƧou. Para uma empresa que construiu sua identidade no mercado premium, isso parece quase uma contradição.
Mas não é. à uma expansão de mercado calculada, um movimento deliberado para trazer uma nova geração interia para dentro do seu ecossistema e que também responde a um fenÓmeno econÓmico cada vez mais presente: a K-shaped economy.
šš Uma economia que cresce em duas direƧƵes ao mesmo tempo.
De um lado, produtos mais acessĆveis para conquistar novos usuĆ”rios.
Do outro, produtos cada vez mais premium, como iPhones dobrƔveis ou Macs ultra avanƧados que devem ser lanƧados ainda este ano.
Uma estratégia de pinça: dominar tanto a base quanto o topo do mercado, sem abrir mão de nenhum dos dois. Mas talvez o que seja verdadeiramente novo não esteja no produto. Esteja em como a Apple decidiu comunicÔ-lo.

No seu Insta, seguiu o roteiro de sempre: visual limpo, estƩtica polida, editorial. O branding clƔssico que transformou a Apple em sinƓnimo de desejo.
Mas, para trabalhar uma linguagem diferente, a empresa lanƧou essa nova conta ā um espaƧo dedicado a contar histórias da marca, mostrar bastidores e destacar criadores que usam seus produtos.
JĆ” no TikTok, a abordagem foi completamente diferente.
A Apple praticamente apagou todos os vĆdeos antigos do perfil ā um canal com mais de 7,7 milhƵes de seguidores ā e transformou o espaƧo inteiro em um universo dedicado ao MacBook Neo. Os vĆdeos seguem quase um manual da cultura da internet atual:
šĀ um limĆ£o fazendo FaceTime com uma lima; šĀ o Finder virando personagem; š¤ÆĀ humor absurdo; šĀ estĆ©tica de brain rot content; š§ Ā e atĆ© nostalgia da história da Apple.

Um estilo que lembra campanhas de marcas como Duolingo ou Nutter Butter.
Isso Ć© comunicação por plataforma em action: nĆ£o adaptar apenas o formato, mas a própria linguagem ā falar como a cultura fala, no território onde ela nasceu.
š Zoom out: Mas essa mudanƧa na forma de se comunicar nĆ£o acontece apenas no lanƧamento de produtos. Ela aparece tambĆ©m na estratĆ©gia de marca mais ampla da Apple.
Para celebrar seus 50 anos, a Apple organizou um evento surpresa no Apple Grand Central, em NY, com um show de Alicia Keys nos icƓnicos degraus da loja.
Com uma lista de convidados bacana, incluindo Tim Cook, o evento marca o inĆcio de uma sĆ©rie de ativaƧƵes globais planejadas para o ano.

Apple aposta em IRL (entenda a trend).
No fim, o que a Apple realmente estÔ comprando? Existe uma lógica de longo prazo por trÔs de cada um desses movimentos.
Quando alguĆ©m entra no ecossistema Apple aos 16 anos ā com um laptop de US$499, uma conta no iCloud, um par de AirPods ā as chances sĆ£o grandes de que essa relação dure pelos próximos 20 anos. Um iPhone depois. Um iPad. Um MacBook mais avanƧado. Um Apple Watch. Um Apple Music⦠E assim vai.
O MacBook Neo nĆ£o Ć© apenas um produto acessĆvel. Ele Ć© uma porta de entrada cuidadosamente projetada para a Gen Z e a Gen Alpha.
š” Um resumo da estratĆ©gia da Apple
Expandir o mercado sem diluir a marca: para eles, entrar em um segmento mais acessĆvel nĆ£o significa abandonar o premium, desde que cada produto tenha um papel claro na arquitetura da marca.
Playbook do Tim Cook: desdobrar produtos de sucesso em novas versƵes e faixas de preƧo, em vez de depender apenas de grandes inovaƧƵes.
Conquistar o cliente cedo: trazer Gen Z e Gen Alpha para o ecossistema cedo, quando o custo de aquisição é menor e o lifetime value é maior.
Falar a lĆngua da cultura: marcas que adaptam linguagem, humor e formato a cada plataforma ganham relevĆ¢ncia muito mais rĆ”pido.
A estratégia mais valiosa de uma empresa não é vender o produto mais caro do portfólio. à conquistar o cliente cedo, e manter essa relação por décadas.
No fim, o que funcionou no passado não garante sucesso no futuro. E a Apple parece entender bem isso, ajustando sua estratégia para continuar relevante.
COFFEE TALK - COLUNA DA SEMANA
Por que a nostalgia virou o novo algoritmo humano

JÔ parou para pensar que talvez a nostalgia não seja uma tendência, mas uma verdade humana? Em momentos de incerteza, principalmente, vemos marcas recorrerem a memórias do passado para tornar o novo mais familiar, confortÔvel e fÔcil de aceitar.
No fundo, o papel da nostalgia é conectar a inovação a algo que jÔ entendemos. E faz sentido: pessoas tendem a comprar mais aquilo que parece menos arriscado. Ou seja, a nostalgia não nos vende o passado, ela ajuda a gente a aceitar o futuro.
š”Ā Essa foi uma reflexĆ£o feita pelo Arthur Wong, VP de marketing da Schneider Electric. Vale a pena ler. Clique aqui.
BYTES TO BITE
Um giro pelas Ćŗltimas campanhas de destaque
šĀ Sex sells. Calvin Klein trouxe Dakota Johnson como novo rosto em uma campanha sexy, no mesmo território que vimos com Sydney Sweeney e a American Eagle. Veja só.
šŖš» Colocou proteĆna? Lucrou. A rede de frango El Pollo Loco, nos EUA, criou uma ação que transforma uma toalha de academia em cupom para uma refeição pós-treino rica em proteĆna.
š Kendall vai de Devil Wears Prada. A LāOrĆ©al Paris se uniu a The Devil Wears Prada 2 (estreia em 1Āŗ de maio) para uma campanha em que Kendall Jenner Ć© confundida com a nova assistente de Miranda Priestly.
š§ As IAs estĆ£o trabalhando marca. Agora foi a vez da Lovable lanƧar sua 1ĀŖ campanha de marca, Earworm: no filme, uma mĆŗsica que nĆ£o sai da cabeƧa da protagonista vira a ideia de um app ā que ela cria na hora usando IA.
š± Um bom conteĆŗdo Ć© a melhor campanha. Olha esse feito com um creator para divulgar o Google.
TRENDING NOW
šŗ Disney+ lanƧa seu próprio āfeed TikTokā. Agora usuĆ”rios podem deslizar por clipes de filmes e sĆ©ries da plataforma.
š² X testa anĆŗncios que parecem recomendaƧƵes. A ideia Ć© simples: em vez de interromper, a publicidade passa a surgir dentro da conversa ou do conteĆŗdo.
š Por que quase nĆ£o hĆ” registros dos primeiros cinco anos da internet? Entenda aqui.
š§ TikTok quer ser⦠tudo? A plataforma se uniu Ć iHeart para lanƧar uma rĆ”dio e uma rede de podcasts.
LAST WEEK POLL RESULT:
Toguro virou VP de Comunicação da Rappi Brasil sem sair do cargo de Head de Marketing da Cimed. O que você achou?
44,2% dizem ser um āteatro corporativoā, enquanto 29,7% enxergam como uma estratĆ©gia vĆ”lida, mas 100% PR.
āĆ o futuro do marketing e da influĆŖncia. A gente consegue dar o exemplo nas duas marcas. SĆ£o duas marcas posicionadas no mercado para serem mais ācoolā e mais ājovemā e nada melhor do que chamar uma pessoa que atrai esse tipo de pĆŗblico. E a questĆ£o aqui nĆ£o Ć© contratar alguĆ©m super experiente para o cargo, Ć© contratar alguĆ©m que influencia aquele pĆŗblico que eles tem como alvo para entender como eles pensam e como sĆ£o persuadidos. SĆ£o os creators saindo dos holofotes e indo mais pro backstage.Ā ā
āLembra o mesmo movimento da Anitta com Nubank e Meli. Ć pelo like e pelo branding, nĆ£o pela gestĆ£o ou por orquestrar o conjunto de aƧƵes estratĆ©gicas e operacionais que fazem parte do cargo de um VP de marketing ou comunicação. Entendo que ambas as marcas sĆ£o B2C e tem forte conexĆ£o com o pĆŗblico das "massas". Certamente sĆ£o estratĆ©gias que trazem algum tipo de retorno em visibilidade e absorvem os valores e caracterĆsticas do influenciador. Vale checar se o retorno Ć© positivo, financeira e reputacionalmente falando, no longo prazo. NĆ£o Ć© VP de marketing, Ć© "sabor VP de marketing".ā
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atĆ© segunda-feira que vem, byeeeeee! šš»

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