BOM DIA.

uma das lições mais importantes que o CEO do Airbnb levou do Y Combinator foi: é melhor ter 100 pessoas apaixonadas pelo seu produto do que 1 milhão que apenas gostam dele.

a ideia, inspirada por Paul Buchheit, criador do Gmail, é simples: antes de tentar aquecer o oceano, aqueça uma banheira.

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😰 Na China, emagrecer virou conteúdo. Summer Weight-loss camps já acumulam bilhões de views. Olha só que loucura.

👀 As tradwives estão de volta, agora com um rebranding Gen Z: menos dona de casa no campo, mais pilates princess sustentada pelo namorado. Conheça elas.

📱 A OpenAI está desenvolvendo um telefone. Liderado pelo mesmo designer do iPhone, a ideia é fugir dos apps tradicionais e apostar em uma interface comandada por voz. Babado.

🚗 O que está no radar da CMO da Localiza? Essas são suas grandes apostas.

🛒 TikTok Shop supera a Target em volume de vendas. A plataforma, que chegou aos EUA em 2023, já representa cerca de 2% de todo o gasto online no varejo americano — reforçando uma mudança na jornada de compra. Agora, vence quem consegue capturar a atenção do usuário e trabalhar tudo em um só lugar: conteúdo → descoberta → checkout. E cenário no Brasil demostra potência. O TikTok Shop chegou ao país só em maio de 2025, mas, no primeiro semestre de 2026, 19,8% do GMV brasileiro já veio de vendas por LIVE. Nos EUA, essa participação é de apenas 8,2%. Ou seja: live commerce já é 2,4x mais relevante para o TikTok Shop brasileiro do que para o americano. A provocação que fica: e se o futuro do e-commerce não for sobre levar pessoas para a sua loja, mas levar a sua loja para onde elas já estão?

💳 Os bancos como conhecemos vão acabar? Talvez não, mas podem deixar de ser o lugar onde a vida financeira acontece. O TikTok já pediu licença para operar pagamentos e crédito no Brasil, enquanto Visa e OpenAI levam o pagamento para dentro do ChatGPT. O movimento é o mesmo do hot take anterior, só que agora visto pelas plataformas: elas querem concentrar atenção, descoberta, compra e dinheiro no mesmo lugar. Em 2026, mais da metade das transações financeiras de consumidores deve começar fora dos bancos. O banco não desaparece, mas pode virar a “rede elétrica” por trás da experiência: essencial, mas invisível. O tal do embeded banking. Se vender, pagar, emprestar e investir passar a acontecer em outras plataformas, o que faz o cliente ainda escolher abrir o app do banco? Ou melhor o que precisaria mudar para o banco continuar sendo parte da relação, e não só da infraestrutura?

🎙️ Alex Cooper aposta que possuir a distribuição pode valer mais do que possuir o produto. Nesta última semana, ela anunciou que a Unwell Beverage está fechando. Enquanto isso, sua empresa de mídia, a Unwell Network, acaba de receber investimento e ser avaliada em US$ 500 milhões. A bebida mostra o limite do modelo creator-led: 70 milhões de pessoas de alcance não fazem automaticamente um produto físico funcionar. Já o negócio de mídia transforma essa mesma audiência em distribuição recorrente, para publicidade, novos creators, entretenimento, eventos e, agora, aquisições (seu novo foco). Afinal, produto pode falhar, mas distribuição própria continua lá para financiar a próxima tentativa.

🗣️ Fórum da semana: OpenAI Ads chegaram ao Brasil na semana retrasada, em um formato que lembra bastante a lógica do Google Ads.

E nos comentários nós conta mais sobre. Vamos conversar.

O que acontece quando o fundador se torna o produto?

Teve uma época em que o melhor sinal de que um fundador tinha feito um bom trabalho era justamente ele conseguir desaparecer.

As maiores empresas do século XX não foram construídas ao redor de uma pessoa. Você confiava no produto, reconhecia o logo e, na maioria das vezes, nem sabia quem tinha começado aquela empresa.

E esse era o ponto.

A companhia precisava se tornar maior do que seu fundador. Continuar funcionando muito depois que ele saísse de cena.

🥤A Coca-Cola cresceu assim: uma organização concentrada, engarrafadores e uma máquina de distribuição capaz de atravessar fronteiras sem usar o fundador.

👜 Da mesma forma, ninguém compra uma Birkin por causa de Axel Dumas. O desejo está no próprio sistema: artesãos treinados por anos, escassez, filas e uma estrutura familiar construída para o longo prazo.

Hoje, estamos quase vivendo quase o inverso.

Building in public, founder-led content, personal branding. Tudo isso deixou de ser um efeito colateral de construir uma empresa.

Em alguns casos, passou a fazer parte do próprio produto.

O gosto do fundador. Sua reputação. Seu acesso. Sua visão de mundo. Sua capacidade de fazer as pessoas se importarem.

Talvez Steve Jobs tenha sido o ponto de inflexão.

Ele foi um dos fundadores mais reconhecidos do mundo, e a Apple foi inegavelmente moldada por seu gosto, convicção e capacidade de criar desejo. Mas ainda existia uma diferença: Jobs podia subir ao palco para fazer um keynote, mas a atenção não terminava nele. Passava por ele e voltava para o produto.

Agora pense em Rhode, Skims, SpaceX, a16z, Cimed, XP. Até o próprio Instagram começou a colocar seus executivos cada vez mais na linha de frente.

Nessas empresas, separar a pessoa da marca começa a ficar mais difícil.

O fundador não apenas traz atenção para o negócio. Seu gosto, sua credibilidade e sua identidade passam a moldar como o produto é percebido. A reputação do fundador se torna uma das lentes pelas quais a marca é julgada, e determina parte do desejo por ela.

E tudo isso encaixa no momento que estamos vivendo: uma geração ansiosa por crescimento rápido, em um mundo dominado por IA.

E como Gary Vaynerchuk costuma dizer: com a IA tornando cada vez mais coisas abundantes, o que sobra de realmente escasso somos nós, humanos.

Mas todo bônus tem seu ônus…

💭Porque se o fundador saísse amanhã, o que a empresa perderia junto com ele?

Quando Sam Altman deixou o conselho da Oklo em 2025, por exemplo, as ações da companhia caíram mais de 11%.

Existe enterprise value na reputação de uma pessoa. É difícil colocar esse valor no papel, mas está cada vez mais difícil ignorar.

Foi assim que chegamos a um modelo que ainda não tem nome, mas por comodidade, vamos chamar de distribution founder.

Primeiro veio o fundador anônimo.
Depois, o fundador visionário.
Agora, o fundador virou também distribuição.

Uma vez que, quando produtos ficam mais fáceis de produzir, copiar e lançar, uma parte cada vez maior da diferenciação passa para a capacidade de distribuí-los.

E poucas máquinas de distribuição são tão eficientes quanto uma pessoa em quem outras pessoas escolheram prestar atenção. As redes sociais tornaram possível construir essa infraestrutura quase de graça.

E funções que antes estavam espalhadas por diferentes departamentos começam a convergir em uma pessoa. É quase um pequeno monopólio interno de atenção.

Mas o ponto aqui é: o que acontece quando nós mesmos viramos o produto? Quando passamos a ser precificados de verdade pelo mercado?

That we shall see. Mas o que já da para aprender é:

  1. Vai chegar onde você menos espera. Biotech, energia, serviços financeiros, setores que sempre dependeram de credibilidade institucional vão ter que decidir se colocam uma pessoa na frente. Just a matter of time.

  2. Vamos precisar reduzir a dependência de uma única figura. O fundador pode e deve ter uma voz, mas será cada vez mais commun expandir o palco para outros líderes. Founder-led —> people-led. Quantas pessoas dentro da sua empresa hoje poderiam ser reconhecidas como o rosto dela?

  3. Visibilidade demais tem preço. Se todo mundo fizer founder-led content, o efeito se dilui. Além disso, quando o fundador vira produto, ele passa a ser cobrado como tal, inclusive quando erra.

The key takeaway: a discussão estar longe de ser se o fundador deveria aparecer. Founder-led virou uma das formas mais eficientes de construir atenção, confiança e diferenciação. A questão agora é até onde essa dependência pode ir.

Se tem resposta certa não sabemos. Mas vamos ter que nos acostumar com marcas mais humanas, mais expostas, mais opinativas, e, com isso, mais sujeitas a contradições, erros e mudanças de ideia.

O próximo desafio pode ser justamente esse: encontrar o equilíbrio para construir marcas mais vivas, sem esperar delas uma perfeição que nem as pessoas têm.

Guess the brand:

Aqui estão os rostos por trás de 8 marcas. Qual empresa cada um representa?

(Continua rolando para descobrir as respostas)

Um giro pelas últimas campanhas de destaque

👃🏻 Pague o metrô com um desodorante. A Degree, da Unilever, transformou seus desodorantes em bilhetes de metrô em Nova York para promover o produto no auge do verão.

👩‍🦰 Show, don’t tell. Para lançar seu novo dry shampoo, essa marca enviou perucas às influenciadoras e levou o resultado para a rua com um OOH feito de cabelo.

🍟 O McDonald’s transformou seus potinhos de molho em lembrancinhas de casamento personalizadas. Um novo ponto de distribuição e vitrine de marca, dentro de um dos momentos mais pessoais da vida do consumidor.

🔥 As collabs que estão no nosso radar: Absolut x Tabasco, Stanley x FARM e McDonald’s x Red Bull, que estreia sua primeira bebida energética no menu.

🎬 Nossas duas grandes apostas no marketing agora: brand experience & conteúdo. E a Prime Video juntou as duas muito bem pra lançar uma nova série ambientada em uma ilha no Canadá, levou influenciadores para viver, na prática, a mesma experiência da história.

Instagram post

RESPOSTA

  1. IKEA

  2. XP

  3. Cimed

  4. BlackBerry

  5. MySpace

  6. Meta

  7. Crocs

  8. SpaceX

👀 Se você chegou até aqui, já sabe que temos um bom repertório. Imagina o que dá pra construir juntos... Clique aqui e fale com a gente.

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