

BOM DIA.
o TikTok está apostando no modelo de assinatura. no UK, a plataforma vai lançar o TikTok Ad-Free, uma versão sem ads para usuários maiores de 18 anos, por £3,99/mês.
a mudança é pequena, mas nós lembra: quanto mais as pessoas puderem escolher, mais elas vão evitar interrupções. ou seja, o conteúdo importa cada vez mais. porque, se o anúncio vira opcional, a atenção precisa ser conquistada, não comprada.
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TRENDING NOW
😱 Para os intolerantes à lactose, pega essa inovação: um adesivo estilo aqueles de espinha, só que feito para ajudar a processar lactose. Amamos! Será que funciona?
🧩 Wordle virou IP do The New York Times, e agora vai para o horário nobre da TV. O primeiro jogo do NYT Games a virar programa de entretenimento próprio.
📸 BeReal do Meta? Se você entrou nas DMs do seu Insta, provavelmente já viu: agora dá para postar foto one view por lá.
🛒 Mais um supermercado de luxo chegando para disputar espaço com a Erewhon. Esse promete ser ainda mais premium. Check out.
RESUMO DA SEMANA
Hot takes pelo 🌎
🎰 Kalshi vira patrocinadora do Madison Square Garden. Ao se tornar Official Prediction Market Partner da arena, e até dar nome a um dos concourses do espaço, a Kalshi busca sair da bolha de produto financeiro/aposta e normalizar os prediction markets como entretenimento mainstream. Além da camada de legitimidade que vem ao se associar a uma das arenas mais icônicas do mundo, a estratégia é estar onde as pessoas já especulam por natureza (jogos, shows, grandes eventos), e ser a plataforma onde essa previsão acontece.
💲 O banco que quer virar rede social. Essa é a nova estratégia da Venmo, o “Pix dos americanos”, que está redesenhando sua home com imagens maiores, reações e botões rápidos como “Pay Again” e “Say Thanks”. Na prática, a marca quer transformar uma transação em um momento social, quase como se o pagamento virasse um post. Além disso, o app também vai ganhar recomendações de ofertas, cashback personalizado, aba de recompensas e até um botão para indicar negócios locais. A lógica é: se a Gen Z já compartilha tudo em feed, por que o comportamento financeiro do dia a dia ficaria de fora?
⭐️ O highlight da semana dos TV upfronts? MrBeast. Pra quem não sabe, os upfronts são quando grandes empresas de mídia apresentam suas apostas, em Nova York, para garantir verba publicitária antecipada. E quem usou esse timing para se posicionar como mídia foi justamente MrBeast. Ele lançou seu primeiro membership, transformando benefícios exclusivos para fãs em uma camada própria de first-party data. Só para ter uma ideia: em 90 dias, 1,3 bilhão de pessoas únicas interagiram com conteúdos da Beast Industries — quase 15% da população global. Ou seja: ele tem escala de gigante de mídia, com algo que muitas ainda tentam construir: comunidade e engajamento. Leia mais.
⚽️ A Copa 2026 também vai ser vertical. TikTok e FIFA anunciaram 30 Creator Correspondents, em 11 países e 4 continentes, para cobrir o torneio com acesso a bastidores que antes eram exclusivos da TV. Três brasileiros estão na lista. Com 89% da Gen Z assistindo televisão enquanto mexe no celular, a FIFA parece ter entendido que não basta estar só na transmissão: a descoberta também acontece no feed. Afinal, 42% das pessoas ficam mais propensas a assistir a um jogo ao vivo depois de consumir conteúdo esportivo no TikTok.
DEEP DIVE
Como o “clipping” vai mudar a forma como as coisas viralizam

Durante muito tempo, quando um vídeo viralizava nas redes sociais, a gente quase sempre tratava aquilo como um acidente.
Uma série de fatores que, juntos, faziam aquele conteúdo ganhar alcance. Existiam padrões, claro. Mas ainda tinha algo de imprevisível.
O ponto é: essa lógica está mudando.
🔎 Zoom out: pra quem não sabe, clipping é a prática de pegar os melhores momentos de conteúdos longos — podcasts, entrevistas, lives, shows — e transformar em vídeos curtos, dinâmicos e altamente compartilháveis para TikTok, Reels e Shorts.
Para as marcas…
O benefício é: uma máquina de distribuição. Em vez de depender de um influenciador gigante, marcas podem acionar clippers, fãs e perfis menores para espalhar diferentes versões da mesma mensagem.
Mais alcance, mais teste, mais velocidade e um custo-benefício difícil de ignorar.
Só para ter uma ideia, o streamer N3on já disse pagar cerca de US$ 1M por mês para clippers espalharem seu rosto pela web.
Mas o risco também é claro.
Quando milhares de cortes pagos circulam como se fossem posts espontâneos, a fronteira entre o que é real e o que é fabricado começa a desaparecer.
Isso abre uma zona cinzenta regulatória e reputacional. Afinal, será que os consumidores podem confiar em uma conversa que parece orgânica, mas foi orquestrada?
Para o consumidor, também existem dois lados.
O lado bom: ninguém precisa assistir a uma live de três horas para pegar os melhores momentos. O clipe entrega a frase mais engraçada, o insight mais compartilhável e o momento mais forte direto para você.
O lado ruim: isso também pode criar uma ilusão de contexto. A pessoa acha que entendeu tudo, mas viu só o recorte mais editado e otimizado para prender atenção.
Quando isso acontece em escala, a nossa intuição sobre o que é real começa a falhar.
Mas clipping existe há anos. Por que está ficando tão falado agora?
No começo, clipping era só isca: você via um corte e, talvez, fosse atrás do conteúdo completo. Agora, o corte virou o próprio produto, e o que antes era uma tática de social media virou uma infraestrutura de viralidade, com empresas, squads e agências criando cortes, narrativas e distribuição em massa.
E isso aparece em quatro movimentos:
1. A morte da viralidade orgânica
Viralizar hoje é cada vez mais uma operação. O mercado chama isso de “simulação de tendência”: muita gente postando variações do mesmo conteúdo ao mesmo tempo, até o algoritmo entender aquilo como um pico real de interesse.
A Meta até tentou conter isso, punindo contas que apenas repostam vídeos sem edições significativas. Mas a brecha já existe: clippers adicionam legenda automática, zoom, animação e música, e o conteúdo passa a parecer “editado o suficiente”.
2. A substituição do megainfluenciador pelo exército de anônimos
Em vez de pagar uma fortuna para uma pessoa famosa postar um anúncio óbvio, marcas podem acionar centenas ou milhares de perfis menores e até feitos por IA.
Para quem está rolando o feed, aquilo parece menos publi e mais uma obsessão espontânea da comunidade.
3. As campanhas de narrativa
Não basta fazer o vídeo circular. É preciso dizer ao público como interpretar aquilo. Por isso, muitos cortes vêm acompanhados de comentários, reações e falsos consensos plantados para criar percepção.
É como se não estivessem contratando pessoas só para clipar os vídeos, mas também para comentar em volta deles, gerar conversa e guiar a conversa. O mercado chama isso de astroturfing.
4. A viralidade armada
Backlash, reação negativa, indignação — tudo isso pode ser amplificado artificialmente para gerar engajamento e colocar um assunto no centro da conversa.
Um caso comentado foi o comercial da American Eagle com Sydney Sweeney. Uma análise apontou que parte da indignação online foi inflada por atividade inautêntica — com 15% das contas comentando sobre o anúncio identificadas como falsas. No fim, a controvérsia virou mídia espontânea em escala que ajudou as ações da marca subiram em milhões de dólares.
Também existem discussões parecidas em brigas de bastidores de Hollywood, como Blake Lively e Justin Baldoni, em campanhas políticas e até em operações russas.
the takeaway?
O “clipping” está mudando a forma como as coisas viralizam porque transforma a viralidade em algo menos espontâneo e mais orquestrado.
Por um lado, marcas que não entenderem essa lógica podem ficar esquecidas em um oceano infinito de conteúdo. Afinal, nessa economia, o corte muitas vezes não é só consequência da campanha, ele é a campanha inteira.
Por outro, surge um desafio maior: quando ninguém sabe exatamente o que é popular de verdade, a aparência de popularidade pode valer tanto quanto a popularidade real.
💭 No final, fica a reflexão para nós: quais são as características que ainda fazem a gente confiar em uma marca? E será que elas deveriam continuar sendo as mesmas?
Do ponto de vista de marca: qual é o limite entre usar o clipping como uma ferramenta inteligente de distribuição, e manipular a percepção comprando um hype que, no fim do dia, não sustenta confiança?
WHAT'S ON OUR RADAR
👀 Watching: 4 in the 5
Uma conta compartilhada por 4 mulheres em NY, que mostram a vida como um episódio de Sex and the City no Instagram, foi lançada há cerca de um mês e já bate quase 50K seguidores. Nossa aposta? As YouTube houses dos anos 2010 estão voltando em uma versão mais adulta — influencers squad. Com a atenção cada vez mais disputada, dinâmicas de grupo ficam mais interessantes de assistir, e, em tempos de IA, muito mais difíceis de falsificar.
Para marcas, o pacote é atraente: múltiplas personalidades, múltiplas audiências e mais narrativas para explorar.
👍🏻 Following: benjie bandages
Eles se posicionam como a primeira marca de band-aids para adultos e vêm trabalhando branding, mensagem e produto de um jeito diferente de toda a categoria. Com baixo orçamento, surfam em ideias criativas para pegar hype e construir marca.
📚 Reading: Sleep or Die
Somos completamente viciados na Lauren Sudeyko, e já fizemos um deep dive da marca dela, a Sleep or Die, por aqui antes. Ex-Google e PepsiCo, ela saiu do mercado corporativo para criar uma marca que promete disruptar o mercado do sono. O mais legal é que ela vem documentando tudo nos bastidores, em primeira pessoa, no Substack.
Não perdemos uma edição. Uma estratégia muito boa para uma founder-led brand.
👂🏻Listening: Slogan
Um podcast que faz um raio-x dos últimos movimentos do marketing e da cabeça dos grandes CMOs. O último episódio, com o CMO da Heinz, vale ser escutado.
BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque
✈️ Os ingressos da Copa do Mundo estão absurdamente caros. Então essa companhia aérea criou essa campanha brilhante em cima disso.
👟 O Papa usa Nike. A marca ganhou um dos placements mais inesperados do ano depois que um trailer sobre o Papa Leão XIV viralizou por um detalhe: ele aparecia de Nike.
🩺 What is health? Google se juntou a Stephen Curry para apresentar suas novas ferramentas de saúde, partindo da ideia de que saúde não é igual para todo mundo. Kinda loved this.
⌚️ Audemars Piguet x Swatch quebram a regra de ouro do luxo. As marcas se juntaram para lançar o Royal Pop, uma collab entre uma das relojoarias mais desejadas do mundo e uma marca muito mais acessível. O drop aconteceu no último sábado e deu o que falar.
🥶 Drake quebra recordes. O artista vinha há meses construindo hype em cima dos seus novos álbuns e, na semana passada, fez o lançamento ficar à altura da expectativa: dropou três projetos em uma única noite e quebrou recorde no Spotify. Entenda a estratégia de antecipação aqui, e a estratégia musical aqui.
@meshtimes Honestly one of the most playful tech conferences i’ve been to in a while. My very first claude code conference 🧡
👀 Se você chegou até aqui, já sabe que temos um bom repertório. Imagina o que dá pra construir juntos... Clique aqui e fale com a gente.
O que você achou da edição de hoje?
até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻

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