

BOM DIA.
depois de 4 anos, a boy band sul-coreana de K-pop BTS está de volta. você pode estar pensando: “bacana, mas o que eu tenho a ver com isso?”
bom… a Bloomberg projeta mais de US$ 800 mi só em ingressos e merchandising. a turnê, que começa em abril, deve passar por 34 cidades e 82 shows.
essas estimativas colocam o tour em um patamar parecido ao da The Eras Tour.
se a sua marca fala com Gen Z e millennials no Brasil, tá aí um momento cultural gigante, e impossível de ignorar.
💭 uma fonte de inspiração para os seus conteúdos, estratégia e uma pitada de insights para a sua marca.

🎙️ Nos ouça clicando aqui.
ANOTA ESSA
Essa nova IA está sendo chamada de “a AI dos CMOs”.
Basicamente, você conecta o seu site e um time de agentes entra em ação: analisam seu produto, identificam oportunidades de aquisição e sugerem caminhos pra trazer mais tráfego e usuários.
Além disso, tem plugins que mapeiam conversas na internet onde o seu produto faz sentido — e te ajudam a entrar nelas no timing certo.
Promissora… Veja só. Agora é ver se entrega
RESUMO DA SEMANA
Hot takes pelo 🌎
🍔 Dynamic pricing vs. personalized pricing. O dynamic a gente já conhece, é o da Uber: preço muda com oferta e demanda. A Disney inclusive já começou a testar isso com telas digitais nas lojas, ajustando valores em tempo real. Agora, o que está chegando é diferente. É o personalized pricing, onde o preço muda só pra você, com base nos seus dados. Mora em um bairro bacana? Tem cartão Amex? Tudo isso entra na conta… E esse experimento aqui do Business Insider mostrou isso na prática: 6 pessoas, mesmo pedido, no mesmo momento… e o Big Mac saindo com preços diferentes no Uber Eats.
💊 O Viagra da nova geração, só que vendido como lifestyle, não como remédio. Essa é a nova marca de performance-driven men’s health que atua em ED, libido, testosterona, energia e foco. O insight? a nova geração não quer resolver falhas, quer extrair mais performance. Então, eles pegaram a lógica do biohacking e trouxeram para um remédio. Isso vem junto de duas ondas: masculinidade voltando com força e o wellness virando farmacêutico (de vitaminas e hábitos → GLP-1 e hormônios). Nesse contexto, o território deles deixa de ser saúde, e passa a ser performance — um exemplo disso é seu patrocínio no UFC. No fim, o que eles querem te vender não é um Viagra melhor, mas uma versão melhor de você.
👛 Se você é uma marca de luxo, você deveria estar no TikTok. Não sei se você percebeu… mas a Chanel voltou por lá. Eles começaram a publicar conteúdos bem nativos da plataforma. E por quê? Entenderam que: 2 em cada 3 pessoas que estão entrando no mercado de luxo pela 1ª vez descobrem marcas pelas redes sociais, e não mais pela mídia tradicional. E mais de 1/4 dos compradores de luxo espera o review de um criador de conteúdo antes de tomar a decisão de compra. Ou seja: a porta de entrada para os novos consumidores desse universo não é mais a vitrine da Oscar Freire, nem a página de uma Vogue. É o feed. Você já está lá?
📱 Chegou o app do the news. Agora tudo em um só lugar — quase uma rede social pra quem quer ficar mais inteligente: curadoria de conteúdo, habit tracker, dicas, clube do livro, jogos pra treinar a mente… e mais.
O números nós surpreenderam: +45 mil downloads em 24h e 3º lugar na categoria de top aplicativos em produtividade na Apple Store Brasil.
POLL OF THE WEEK
Primeiro Uber Eats. Agora, o Washington Post começa a avisar assinantes que “o preço da sua assinatura é definido por um algoritmo com base nos seus dados.” Na prática: o mesmo produto, preços diferentes para cada pessoa.
O que você acha disso?
(Continue rolando para ver os resultados do poll da semana passada)
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BIG STORY — COFFEE TALK
A Nova Elite Digital: a ascensão dos criadores intelectuais
Está surgindo um novo tipo de elite digital, menos baseada em dinheiro e alcance, e mais em inteligência.
💭 Pensa comigo: quem ganha espaço hoje não precisa ter milhões de seguidores — modelo que dominou os últimos anos justamente porque era sinônimo de influência. E influência vende. Esse jogo começou a perder eficiência.
A internet ficou saturada demais. Muito conteúdo, muita publi, muita gente falando ao mesmo tempo. E, no meio disso tudo, muita estética e pouca substância.
Feeds impecáveis que dizem pouco, conteúdos pensados só para a foto, um volume tão grande de informação que tudo começa a se diluir.

aesthetics feeds
🫵🏻 Você consome na mesma velocidade em que esquece.
Como consequência, já estamos vendo uma audiência mais crítica, mais seletiva e cada vez menos disposta a prestar atenção no que não entrega nada.
É nesse cenário que começa a aparecer outro tipo de criador de conteúdo. Gente que não se vê, necessariamente, como influenciador — e, talvez por isso mesmo, influencia.
São fundadores, especialistas, escritores, criativos. Pessoas que têm um ponto de vista, constroem algo próprio e desenvolvem ideias difíceis de copiar. Eles não estão só mostrando coisas. Estão organizando, explicando, traduzindo o que está acontecendo. Fazem curadoria, conectam pontos, pegam algo complexo e tornam compreensível.
Porque consumir é uma coisa. Compreender virou um diferencial.
Alcance ainda importa, mas não se sustenta sozinho. O investimento das marcas começa a migrar de volume para profundidade. Mais concentrado na mão de quem não só divulga, mas dá contexto. E hoje, o contexto vale mais do que a exposição.
Para a Gen Z isso é ainda mais forte. Afinal, para eles, consumir não é só funcional, é uma forma de expressão.
Talvez seja por isso que a gente esteja vendo uma mudança no tipo de conteúdo que cresce. Menos sobre parecer, mais sobre entender. Textos mais longos, newsletters, podcasts — conteúdos que aprofundam, não só exibem.
E, no fim, quem sustenta atenção de verdade não é quem aparece mais. É quem consegue construir pensamento.
The takeaway? Ser inteligente voltou a ser sexy, e estamos na era dos influenciadores intelectuais. E é isso que começa a formar a nova elite digital.
Muito prazer! Eu sou a Le Mendonça, especialista em creator economy e cultura digital, dedicada a analisar marcas, comportamentos e o que faz um conteúdo ou uma marca se destacar hoje. Também sou criadora de conteúdo: @lemendonca.
BRAND MARKETING CASE STUDY
O jogo de US$ 40 bilhões tem um vencedor
Famílias americanas nunca gastaram tanto com esportes infantis. No meio desse mercado, uma marca se destaca: Dick's Sporting Goods.
US$40 bilhões
gasto anualmente em esporte juvenil nos EUA.
US$14.1 bilhões
receita da Dick's em 2025 — recorde histórico.
700+
lojas nos EUA.

🔎 Contexto: Pais apontam que o esporte juvenil se consolidou como parte importante da formação social e cultural. Com novas leis e o impacto das redes sociais, os itens esportivos ficaram ainda mais desejados, e caros.
E a Dick's, a maior varejista omnichannel de artigos esportivos nos EUA, surfou nesse hype, se posicionando como o destino único das famílias que praticam esporte. Cada iniciativa da empresa apoia essa premissa.
Esportes juvenis como núcleo do negócio.
Pais compram tudo em um lugar só. Mas para ir além do produto, a empresa adquiriu o GameChanger — app de estatísticas e transmissão de jogos com ~US$ 150 mi em receita anual e uma média de 45 min de engajamento diário por usuário.A loja física como o melhor canal de mídia.
Em vez de apostar só no digital, a Dick's transformou suas lojas em destinos. As "House of Sport" cerca de 14 mil m² e incluem experiências como gaiolas de treino de baseball (para praticar rebatidas), paredes de escalada e simuladores de golfe. O critério de aprovação da loja foi: "essa loja faliria a nossa loja atual se abrisse do outro lado da rua?"Um programa de fidelidade que vira hábito.
O Scorecard opera em 3 frentes, que juntas, mantêm a marca dentro da rotina diária do cliente.
(1) Clientes que gastam mais de US$ 500/ano sobem para o nível premium — com acesso a ofertas exclusivas e lançamentos antecipados. Esses 8 milhões de clientes elite respondem por 50% de toda a receita da empresa.(2) O app usa o histórico de compras para personalizar lembretes na hora certa, como avisar para comprar um novo taco exatamente quando a temporada da sua região começa.
(3) Por fim, o app conecta com o seu monitor de atividade física e transforma exercício em pontos — 10 mil passos ou 30 min de treino já geram recompensa que vira crédito na loja.
Fusões e aquisições estratégicas (M&A).
O modelo de loja gigante não funciona em todo lugar. Para alcançar mercados urbanos e globais, a Dick's usa ativos como a Foot Locker — chegando onde o big box não consegue. E ancora o propósito da marca com o programa Sports Matter, com metas contínuas e mensuráveis, fugindo de campanhas sazonais.
O fio conduto: cada iniciativa alimenta o mesmo ciclo: mais tempo com a marca → mais dados → mais personalização → mais fidelidade → mais vendas.
BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque
🍫 A Nutella passou 60 anos sem mudar. Até agora, com o lançamento de um novo sabor. A estratégia? Falar com o mercado americano. Lá, quem domina não é a avelã, é o peanut butter. Em vez de continuar tentando mudar o hábito, a marca decidiu se adaptar a ele.
🪙 Você é um NPC. Acorda, trabalha, consome, repete. Segue regras que não criou, dentro de um sistema que não controla. No mundo dos games, NPC é quem só cumpre roteiro. Na vida real… talvez seja quem nunca questionou o jogo. Essa foi a provocação da Coinbase no seu novo filme, lançado durante o Oscar. Assista aqui.
🎮 Foi assim que Tóquio celebrou os 30 anos de Pokémon.
🍸 Mais uma marca se junta ao hype de O Diabo Veste Prada 2. Depois de Coca-Cola e L'Oréal, chegou a vez da Grey Goose — que trouxe a Heidi Klum para reinterpretar o icônico pedido de café da Miranda Priestly como um coquetel exclusivo da marca.
🩷 Se eu fosse você, faria uma collab de smoothie. Até a Barbie já entendeu isso e fechou com a Erewhon. Veja só.
TRENDING NOW
🤣 Esse canal é vício. Imagina fazer o pitch de um produto ilegal, que você nem sabe o que é, e ainda tentar convencer “investidores” sem rir.
🍔 E se o Méqui fosse uma loja de roupas? Essa nova collab deu um gostinho disso. Veja só.
🧸 Depois de Barbie, Lego e Transformers, chegou a vez do Labubu. Sony + Pop Mart se juntam para lançar um filme. Audiência eles já têm, agora querem expandir o IP.
🍸 A Polymarket quer abrir um bar em D.C. — inspirado na Sala de Situação da Casa Branca, com feeds do X, rastreador de voos e apostas em tempo real nas telas.
LAST WEEK POLL RESULT:
A cerimônia do Oscar 2026 foi mais politizada do que as anteriores. Do ponto de vista de brand safety… o que isso muda para as marcas?
(38.27%) afirmam que “marcas que participam precisam assumir que fazem parte do debate” Vs. (28,81%.) “Exige mais cuidado, o palco ficou mais político".
“Deveria ser óbvio... Política é parte integrante do marketing. Se posicionar é requisito para estabelecer um público e deixar claro seus valores. Sem isso, a marca é só mais uma genérica que surfa com a onda pelo medo de se posicionar.”
“Será cada vez mais delicado patrocinar eventos como esse. Vejo que marcas vão ter que abrir mão do controle de narrativa, ou deixar de estar presente.”
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O que você achou da edição de hoje?
até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻

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