

BOM DIA.
seu portfólio de mídia acaba de ficar maior. além de Meta e Google, já pode adicionar o ChatGPT ao orçamento.
a OpenAI acaba de lançar sua plataforma self-serve de publicidade, com meta de chegar a US$ 100 bilhões até 2030. é a maior movimentação em performance media desde o lançamento do Google Ads.
a plataforma vai contar com integração de Omnicom, Publicis, WPP … a lista é longa. na prática, ela permite aos anunciantes criar e otimizar campanhas diretamente dentro do ChatGPT.
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RESUMO DA SEMANA
Hot takes pelo 🌎
🔎 O que a maior mudança do Google Search em 25 anos significa para as marcas? Que sua marca será descoberta de outro jeito. Em vez de links azuis e palavras-chave, o usuário passa a conversar com a busca. E o jogo sai do SEO tradicional para o GEO: ser entendido como relevante, confiável e contextual. Com isso, CTR perde força e contexto ganha valor. O Google passa a construir um “modelo” da sua marca, lendo reputação, reviews, consistência, linguagem e presença digital. A consequência? Marcas genéricas ou mal estruturadas tendem a ser ignoradas. E por isso, branding deixa de ser só percepção e vira infraestrutura de distribuição. Isso é o Google deixando de te levar para a internet e virando a própria internet.
💉 O mundo está cada vez mais otimizado. E não estamos falando de IA, mas do corpo humano. 1 em cada 8 americanos já usou GLP-1, dentro de um mercado de peptídeos que deve bater US$ 295 bilhão até 2033. E 6,4% dos homens globalmente já usaram esteroides anabolizantes. É nesse contexto que ontem estrearam os Enhanced Games: a primeira “Olimpíada” com +40 atletas e substâncias de performance liberadas. O evento é avaliado em US$ 1,2 bilhão, mesmo sem nenhum grande patrocínio, o que só faz sentido se a competição for o próprio anúncio. Afinal, cada recorde quebrado ali também vira um comercial ao vivo dos produtos que a própria Enhanced vende para quem está assistindo.
🍗 Chegou o momento de “re-Hooterizar”. A famosa rede de bares e restaurantes que você provavelmente cansou de ver em filmes americanos vai passar por um rebranding. Segundo o CEO, a marca acabou ficando sexualizada demais nos últimos anos, e agora quer voltar ao conceito original: clima de praia, comida boa e um senso de família e comunidade. O problema dos rebrandings na era da IA? Se a marca não tem 100% de clareza sobre o que quer representar, ela não perde só clientes. Aos poucos, também perde alcance, deixando de ser recomendada pelos algoritmos.
DEEP DIVE
Quanto vale o menino Ney?

Onde você estava na terça passada, por volta das 5 da tarde? Apostamos que, se não estava com a CazéTV ligada, estava com o celular na mão esperando saber se Ney seria convocado.
O Brasil parou para ver Ancelotti listar os 26 convocados para a Copa do Mundo de 2026.
Só para você ter uma ideia, a CazéTV registrou mais de 4 milhões de espectadores simultâneos aguardando o anúncio. Fora os 700 profissionais de mídia e jornalistas de 14 nacionalidades presentes no Museu do Amanhã.
E quando veio “Neymar Jr., Santos”, o salão, as redes e praticamente o país inteiro reagiram.
Segundo dados da Ativa Web, em uma janela de 3h30 no dia do anúncio, o nome de Ney gerou 87.343.102 impactos e interações digitais. Ele liderou absolutamente todas as conversas.
Esse é o poder do que a internet já apelidou de Neymarketing
Uma engrenagem bilionária.
Analisando a convocação pela lógica técnica e financeira, a Seleção “perdeu” valor: Neymar, hoje avaliado em €10 milhões, entrou no lugar de João Pedro, do Chelsea, avaliado em €75 milhões. Na ponta do lápis, uma diferença de R$381 milhões no valor de prateleira de uma Seleção estimada em pouco mais de R$5 bilhões.
Mas o ponto é que futebol não se calcula apenas pelo potencial de revenda.
O verdadeiro valor de Neymar está em algo que ninguém consegue precificar: sua influência. Com 231 milhões de seguidores só no Insta, número maior que toda a população do Brasil, ele transforma qualquer aparição em um evento de mídia.
A prova de que Ney é uma instituição econômica operando à parte do jogo em si veio logo após o anúncio da lista. Em exatos 50 minutos após sua convocação, o atacante faturou cerca de R$30 milhões com três publicidades.

Mas por que, no fim, o mercado precisava tanto de Ney na Copa?
Primeiro: a CBF precisava de um salva-vidas.
A entidade vinha passando por uma crise de credibilidade, perdendo grandes patrocinadores como Gol, Mastercard e Pague Menos em 2025.
Precisava recuperar imagem, autoridade e caixa. A solução? Ancelotti no banco e Neymar na lista. Com o ecossistema ativado, a entidade atingiu recordes históricos, somando praticamente R$1 bilhão, em patrocínios distribuídos em 12 parcerias.
Segundo: algoritmos e patrocinadores não se importam somente com tática.
Eles vivem na economia da atenção e, mais especificamente aqui, na economia da adoração. Quem idolatra Neymar consome Neymar. Quem critica Neymar também consome Neymar.
E, para as plataformas, para os patrocinadores e para a mídia, as duas coisas geram o mesmo produto: alcance, retenção, conversa e engajamento.
Terceiro: quem lacra, lucra. o efeito Neymar aparece no caixa.
O retorno de Neymar ao Santos fez o faturamento do clube saltar de R$252 milhões em 2024 para R$490 milhões.
A Umbro vendeu 240 mil camisas em seis meses, mais do que o total vendido pelo clube no ano inteiro anterior.
O espaço de patrocínio no número da camisa saltou de R$600 mil para R$3 milhões.
E só pela convocação, a FIFA deve repassar ao Santos cerca de US$250 mil em diárias pelo período em que o atleta fica à disposição da Seleção.
Quarto: Neymar é um dos únicos jogadores brasileiros capazes de furar a bolha do futebol.
Vini Jr. é gigante. Raphinha vive uma boa fase. Mas poucos atletas conseguem falar também com quem não acompanha futebol, quem entra na conversa pelo meme, pela polêmica, pela nostalgia ou pela sensação de estar vendo o último capítulo de uma história antiga.
Quinto: existe também o argumento de campo.
Sem tirar o mérito esportivo, Neymar chega à Copa como o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, com 79 gols, ultrapassando Pelé, que marcou 77. Mesmo sem o mesmo físico de antes, sua perfomance ainda é diferenciada.
Qual é o takeaway?
Esse movimento vai muito além do futebol. Um time não é tão diferente de uma empresa: precisa saber quem são seus melhores jogadores não só pelo talento, mas pelo que representam, movimentam e ativam ao redor.
O futebol brasileiro não é só esporte. É mídia, entretenimento, varejo, patrocínio, comunidade e marca. O Flamengo ultrapassar a casa dos bilhões em faturamento é só mais uma prova de que clubes e seleções já operam como grandes empresas de conteúdo, com audiência própria, ativos culturais e capacidade de gerar receita muito além do jogo em si.
No fim do dia, a Seleção Brasileira é uma das maiores marcas do país. E escolher Neymar, por mais que tenha mérito esportivo, também foi uma grande estratégia de posicionamento.
WHAT'S ON OUR RADAR
Esse artigo faz uma bela provocação: Se um jovem de 16 anos consegue passar os próximos cinco anos dentro do ecossistema de um esporte sem criar o hábito de assistir ao vivo, o que exatamente as ligas (ex: NFL) estarão vendendo quando renovarem seus direitos de transmissão em 2034?
É uma reflexão sobre o futuro do “ao vivo” no esporte, mas que vale para muitas outras categorias, e como manter o fomato vivo.
👍🏻 Following: Selin
Ela é uma tech girl fundando a Suna, uma empresa de wearables que faz uma leitura em tempo real do impacto do que você come no seu gut health.
Mas tão interessante quanto o produto é a forma como ela vem construindo autoridade no perfil: criando conteúdos sobre diferentes wearables que mostram para onde essa indústria está indo. Vejá só.
🎟️ Attending: the talks 005 com o CMO e head de relacionamento da XP
Quarta-feira, vamos fazer um encontro intimista no escritório do the news, reunindo pessoas e marcas para uma conversa com o CMO e o Head de Relacionamento da XP.
Como vocês sabem, sempre reservamos algumas vagas para quem está por aqui. Se você tem interesse em participar, clique aqui e entre na lista. O cadastro não garante o convite.
Somos muito fãs das campanhas da David Protein, inclusive, uma delas está aqui embaixo na campanha da semana. Esse episódio é um playbook de como ser uma challenger brand nos dias de hoje: gravado depois de um grande lawsuit que a marca enfrentou, o papo passa por como navegar momentos de incerteza, levantar capital, ser second-time founder e quais apostas de marketing realmente movem o ponteiro. A must listen.
BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque
🩴 Havaianas x Isabel Marant. Nosso chinelo queridinho mira uma associação com marca de luxo, afinal, o verão europeu já está logo aí. Leia mais.
⚽️ A França anunciou sua seleção para a Copa como uma sitcom americana. Estamos adorando como as marcas, e agora até as seleções, estão dando um show de entretenimento nessa Copa. A França entrou para a lista, veja só.
🐟 David Protein lançou o Cod 2.0. A marca de proteína colocou no mundo, mais uma vez, um bacalhau enlatado, agora com uma pequena evolução em relação à versão anterior. A campanha veio como se fosse um novo iPhone: keynote estilo Steve Jobs e OOH em NY.
⚽️ Nike aposta em uma Copa de 12 semanas. Para o Mundial, a marca sai do modelo clássico de um grande filme e vai trabalhar vários conteúdos, collabs, ativações e lançamentos ao longo do torneio. Com um elenco que não está nada mal, de Cristiano Ronaldo a Vini Jr.
🎬 As marcas já entenderam que não dá mais para interromper. Depois de campanhas que viraram videoclipes, agora o jogo inverteu: videoclipes viram campanha. No novo clipe da Charli XCX, Rare Beauty e Poppy entram com product placement. Watch.
👀 Se você chegou até aqui, já sabe que temos um bom repertório. Imagina o que dá pra construir juntos... Clique aqui e fale com a gente.
O que você achou da edição de hoje?
até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻

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