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bom dia. toda semana surge uma novidade prometendo mudar tudo. e, sem perceber, a gente passa a confundir novo com importante. pensa no que você usou hoje antes de abrir este e-mail: café, calendário, telefone. nada disso é novidade e por isso que continua aqui.

inventar é criar do zero. renovar é manter o que funciona e mudar a forma. a primeira gera manchete e a seguna constrói marca, como você vai ver no case de hoje. por hoje, vale refletir, sem o efeito novidade, no que você ainda apostaria?

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🥤 Essa marca acabou de lançar a primeira cola com eletrólitos e prebióticos.

📈 Essas são 18 trends de marketing de 2026, explicadas de forma bem visual.

🥥 Como adoramos new cool brands por aqui, olha essa da gringa que acabou de lançar uma água de coco com creatina em formato RTD.

🎧 Esse podcast com Rick Rubin é um breath of fresh air na humanidade. Um dos produtores mais bem-sucedidos da história conta o que acredita estar por trás do sucesso dos seus projetos. Must listen.

fonte: bloomberg

📺 A Casa Branca está criando seu próprio ecossistema de mídia. Em meio ao conflito com veículos tradicionais, o governo Trump lançou a Trump TV no YouTube (Veja a campanha) e vem ampliando uma estratégia que mistura owned media, creators e entretenimento. Jake e Logan Paul já apareceram no Pentágono, enquanto secretários ganharam séries, podcasts e até programas de culinária. O movimento reflete uma mudança maior, já não dá para depender só da mídia tradicional quando o próprio consumo de mídia deixou de ser tradicional.

🌍 New trend alert: “World Firsts”. O novo luxo para os ultra-ricos é fazer algo que ninguém fez antes. Quando relógios, carros, yachts e resorts já não diferenciam, o status passa da posse para a singularidade: ter uma história que ninguém mais consegue contar. Por isso, nasce um mercado de experiências que vão de US$ 500 mil para mergulhar em um naufrágio nunca explorado a US$ 2,4 milhões para tentar a 1ª travessia da Antártida de snowmobile. Quando o acesso deixa de diferenciar, a raridade passa a diferenciar. Para marcas desse universo, o desafio é criar algo impossível de replicar. (Leia mais).

🍟 McDonald’s quer transformar seus restaurantes em mídia. A rede está testando anúncios de outras marcas nos seus cardápios e displays do drive-thru depois que o cliente faz o pedido, aproveitando os minutos de espera. Com 13,7 mil restaurantes nos EUA, 26 milhões de clientes por dia e alcance anual de quase 90% da população americana, o movimento é um next step de retail media, em que marcas com audiência própria passam a usar seus dados e canais para também se tornar plataformas de mídia. The takeaway? Cada vez mais, toda marca com audiência vai também operar como mídia.

Relevância tem regra

Todo mundo quer ser relevante. Talvez porque, hoje, relevância seja uma das moedas mais valiosas que existem. Marcas querem fazer parte da conversa, pessoas querem fazer parte da conversa, produtos querem parecer novos antes mesmo de provar que são bons.

Só que existe uma diferença grande entre chamar atenção e continuar merecendo atenção.

O case desta marca pode ajudar a ilustrar isso.

Em 3 de abril de 1973, um engenheiro chamado Martin Cooper saiu para a Sexta Avenida, em Nova York, carregando um aparelho que pesava mais de um quilo e parecia um tijolo. Era um protótipo criado pela Motorola de algo que, para a maioria das pessoas, ainda nem existia como categoria: um telefone celular portátil.

Cooper precisava fazer a primeira ligação pública daquele aparelho.

E escolher ligar para seu maior rival.

Do outro lado estava Joel Engel, responsável pelo projeto de telefonia móvel do Bell Labs, da AT&T. A Motorola e a AT&T disputavam havia anos qual seria o futuro da comunicação móvel. A visão da AT&T ainda era muito associada a telefones instalados em carros. A Motorola apostava em outra coisa: o telefone deveria pertencer à pessoa, não ao lugar.

Cooper ligou para avisar que estava falando de um celular portátil de verdade.

Há algo de maravilhoso nessa cena. Porque a Motorola não precisava explicar sua tese sobre o futuro da telefonia. Martin Cooper estava no meio de Manhattan, segurando esse futuro na mão.

Show, don’t tell.

Quatro anos antes, a mesma empresa já tinha ajudado uma voz a viajar uma distância um pouco maior. Em 1969, equipamentos de comunicação da Motorola participaram da missão Apollo 11 e ajudaram a transmitir da Lua para a Terra as primeiras palavras de Neil Armstrong.

Da Lua para a Terra. Depois, de uma calçada de Nova York para qualquer lugar.

Talvez essas histórias expliquem melhor a Motorola do que qualquer manifesto de marca.

E explicam também uma coisa sobre relevância.

Existe um conceito chamado Lindy Effect. A ideia, de forma simplificada, é que quanto mais tempo algo não perecível consegue sobreviver, maior tende a ser sua expectativa de continuar sobrevivendo.

Mas marcas não chegam aos 98 anos simplesmente porque ficaram muito boas em continuar fazendo a mesma coisa.

Elas sobrevivem porque aprendem o que preservar e o que abandonar.

Existe um velho erro no mundo dos negócios: acreditar que aquilo que sempre funcionou vai continuar funcionando para sempre. Muitas marcas não ficam para trás porque deixaram de fazer bem o que faziam. Ficam para trás justamente porque continuaram fazendo bem demais uma coisa que o mundo já não precisava da mesma forma.

A Motorola começou com rádios. Ajudou a levar comunicação ao espaço. Colocou o telefone na mão das pessoas. Décadas depois, transformou o celular em objeto de estilo com os flips e o razr. Hoje, trabalha com telas dobráveis, personalização e inteligência artificial nos modelos signature.

A Motorola começou, em 1928, fazendo rádios funcionarem na tomada. Depois, colocou o rádio dentro do carro. Ajudou a levar comunicação ao espaço. Colocou o telefone na mão das pessoas. Décadas depois, transformou o celular em objeto de estilo com os flips e o razr. Hoje, dobra a tela no motorola razr e aposta em IA e câmera de ponta no motorola signature.

As tecnologias mudaram. Os formatos também.

A ambição continuou parecida: fazer a tecnologia encontrar um novo lugar na vida das pessoas.

Talvez relevância tenha uma regra, afinal. Você não permanece relevante tentando parecer atual. Você permanece relevante tendo coragem de inovar antes que o mundo obrigue você a mudar. Sem necessariamente estar surfando em tendências, mas sim criando elas.

E, depois de quase um século fazendo isso, a Motorola continua interessada no que vem depois.

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Um giro pelas últimas campanhas de destaque

🎧 Sabe aqueles anúncios gostosos de assistir? Pra gente, foi a nova campanha da Kendall Jenner com a Beats 360, lançando o novo headphone da marca. 👏 Construíram desejo.

👀 O que acontece quando quatro marcas lançam o mesmo produto? Fenty Skin, Glow Recipe, Wonder Bath e Huda Beauty lançaram eye patches muito parecidos e, em vez de ignorar, as marcas entraram na brincadeira juntas. Veja só.

🐟 O que uma marca de atum e uma de skincare têm em comum? O suficiente para lançar um eye patch juntas (check out).

🍦 Ben & Jerry’s precisa de um salva-vidas. Depois de meses de tensão em torno dos rumos da marca, o cofundador Ben subiu ao palco para pedir ideias de marketing de guerrilha on a budget que ajudem na campanha para recuperar a empresa. O prêmio? Ben & Jerry’s grátis para a vida toda.

📰 NYT celebra 175 anos. Para marcar a data, o jornal criou a campanha “175 years of advertising”, resgatando anúncios históricos publicados em suas páginas.

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👀 Se você chegou até aqui, já sabe que temos um bom repertório. Imagina o que dá pra construir juntos... Clique aqui e fale com a gente.

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