

autenticidade
bom dia. talvez a grande vantagem competitiva da era da IA seja justamente aquilo que nenhuma ferramenta consegue instalar: sua história, seu repertório, seu gosto e sua forma de enxergar o mundo. Nizan Guanaes resumiu bem esse movimento aqui ao dizer que, quando todos passam a dominar as mesmas ferramentas, a autenticidade deixa de ser detalhe e vira patrimônio.
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🛠️ Esse site agora ranqueia todos os produtos da IKEA pelo nível de dificuldade de montagem.
🐦 Temos um novo Twitter no ar. A startup Operation Bluebird lançou o Twitter.now, numa tentativa de trazer de volta a experiência que o Twitter tinha antes de virar X.
🤖 OpenAI abre operação no Brasil enquanto marcas como O Boticário já estreiam campanhas por lá.
📱 O Instagram está lançando edição automática de vídeos com um novo recurso chamado “First Draft”.

🎬 Creators são o novo SEO da IA. Chegou o Creator-first AEO, uma evolução do influencer marketing para um mundo em que o público não pergunta mais só ao Google, mas também ao ChatGPT, Claude… (Deep dive aqui).
Empresas como Profound e Later já estão mapeando o que as LLMs respondem, quais fontes aparecem nessas respostas e quais creators exercem mais influência sobre elas, e transformando esses dados em inteligência para campanhas.
Isso significa que creatores também estão falando com as próprias IAs e um vídeo de review publicado hoje pode continuar servindo como referência para uma resposta de IA meses depois. É um movimento em que o creator deixa de ser apenas mídia e passa a ser SEO distribuído por pessoas. Na sua estratégia, você já está pensando nisso?
🚬 Comprar atenção hoje garante a lealdade de amanhã? A nicotina já passou por alguns rebrandings ao longo das décadas. Dos cigarros aos patches e, agora, aos nicotine pouches, a indústria foi se adaptando para continuar relevante para novas gerações.
Mas uma nova regulação pode colocar essa estratégia em risco. A partir de junho de 2027, publicidade e patrocínio de produtos de nicotina serão proibidos no UK.
A estratégia de marcas como Zyn, Velo e Nordic Spirit é aumentar a aposta em publicidade, festivais, transporte público e até Fórmula 1, apostando em comprar atenção hoje para colher lealdade quando a publi não puder mais comprá-la amanhã.
Faz sentido. Usuários de nicotina tendem a ser fiéis às marcas. Então, antes que os canais de aquisição se fechem, a corrida é para conquistar o máximo de consumidores possível. Será que vai funcionar?
🎞️ O Vine agora está oficialmente de volta!!!! E por lá, conteúdo por AI não entra.
O Divine, criado pela organização sem fins lucrativos de Jack Dorsey (cofundador e ex-CEO do Twitter), abriu ao público com milhões de Vines restaurados e uma proposta forte: o conteúdo precisa ter sido capturado por uma pessoa real dentro do app.
Para isso, a plataforma usa C2PA para verificar a procedência do arquivo. Se o conteúdo não passa na checagem, ele pode ser bloqueado.
Essa não é a primeira plataforma a vender autenticidade, o BeReal já fez isso alguns anos atrás. Mas a diferença é que o BeReal pedia que você fosse autêntico e honesto. O Divine vai pedir que você prove que é humano.
E isso pode ser o começo de uma nova onda de selos, plataformas e conteúdos “feitos por humanos”, transformando essa prova em vantagem competitiva.

Ela se fez valer US$ 450 milhões

Dolly Parton passou boa parte da vida sendo subestimada.
Talvez pelo sotaque carregado, pelas perucas, pelas unhas, pelas roupas brilhantes. Talvez porque parecia ter construído uma personagem grande demais para ser levada a sério.
Ela percebeu isso cedo. E, em vez de corrigir a impressão, aprendeu a usá-la.
Hoje se fala muito sobre marca pessoal e sobre transformar influência em negócio. Mas, olhando para trás, isso não tem nada de novo. Já tivemos alguns mestres para aprender.
Dolly Parton, que morreu há poucos dias, foi uma delas.
Afinal, boa parte de seu patrimônio não veio de cantar. Veio de entender que existe uma enorme diferença entre ser famosa e ser dona daquilo que a sua fama cria.
Let's have a look…
Nos anos 70, Elvis Presley quis gravar I Will Always Love You. Imagina só. Era o tipo de oportunidade que qualquer artista provavelmente aceitaria sem pensar duas vezes.
Só tinha uma condição: o empresário de Elvis queria 50% dos direitos de publicação da música. Dolly recusou.
Quase 20 anos depois, Whitney Houston gravou a mesma música. A versão virou um fenômeno mundial e rendeu a Dolly cerca de US$ 10 milhões em royalties só nos anos 90.
Está aí o primeiro ponto: Dolly tratava o que criava como patrimônio, não como renda.
Ela entendeu cedo o valor de possuir sua própria propriedade intelectual. Aos 20 anos, já havia criado uma editora musical para manter controle sobre suas composições.
Depois, começou a usar esses ativos como uma plataforma.
Saiu da música e entrou no cinema com filmes como 9 to 5 e Steel Magnolias. Escreveu memórias, cookbooks e até thriller. Criou produtos, entrou em beleza, comida e até lançou uma linha pet chamada, claro, Doggy Parton.
Mas ela também entendeu algo ainda mais visionário, não bastava aparecer na mídia. Era interessante ser dona dela também.
Em 1986, fundou com seu empresário a Sandollar Productions, produtora por trás de projetos como Buffy the Vampire Slayer.
Aos poucos, Dolly foi construindo um mundo ao redor de Dolly.
E o ápice disso talvez seja Dollywood.
Perto da região pobre do Tennessee onde cresceu com 11 irmãos, ela ajudou a construir um ecossistema com parque temático, parque aquático, hotéis e outros negócios de entretenimento.
Hoje, cerca de 4 milhões de pessoas visitam Dollywood por ano.

Agora me diga se não parece que Dolly simplesmente foi colocando seu nome em tudo?
De longe pode até parecer, mas quando olhamos no micro, vemos que ela esperou 40 anos para verticalizar nessa dimensão seu ecossitema.
Primeiro construiu significado. O cabelo gigante, as unhas, o sotaque, o humor, as músicas, as histórias sobre pobreza, família e o interior americano.
Antes de expandir a marca, ela construiu a marca.
Por isso, quando Dolly vendia uma mistura para bolo ou colocava seu nome num produto para cachorro, aquilo não parecia uma extensão aleatória criada numa reunião de licenciamento.
Parecia mais um pedaço do universo dela.

No fim, ela conseguiu fazer algo que muitas marcas passam anos tentando fazer: verticalizar sem diluir.
What's the takeaway?
Hoje falamos de personal branding, creator economy e transformar audiência em negócio como se fosse uma descoberta recente.
Mas, quando quiser prever o futuro, às vezes vale olhar para trás.
Dolly já tinha entendido esse playbook décadas atrás.
Primeiro, own what you create. Se você cria algo valioso, construa patrimônio em cima dele, não apenas renda.
Depois, construa significado antes de construir extensão. Uma marca pode viajar por várias categorias, desde que exista uma ideia forte o suficiente conectando todas elas.
Na edição de hoje, queríamos revisitar uma das marcas pessoais mais icônicas já construídas. Porque talvez a maior prova da força de uma marca seja justamente essa: ela continuar viva, e às vezes até maior, depois que a pessoa se vai.
Dolly conseguiu isso porque entendeu cedo que ela própria era o produto. E foi justamente por construir uma versão tão inconfundível de si mesma que conseguiu transformar esse significado em dezenas de negócios, sem nunca diluir a marca no caminho.

Um giro pelas últimas campanhas de destaque
🎮 Crush the Sugar! A Heinz transformou o principal benefício do Ketchup Zero em entretenimento: em vez de dizer que tem 0% de açúcar adicionado, criou um jogo em que você literalmente elimina o açúcar. Adoramos quem transforma mídia em jogo.
🧴 Uma creator coreana chamou Vaseline de “Baseline”, e a marca entrou na brincadeira, adotando o nome em todas as suas contas e gerando essa campanha aqui.
🍦 Snoop Dogg quer te pagar US$ 10 mil por mês para provar sorvete. A contratação é para a Dr. Bombay, marca que ele criou com o filho. A pessoa vai testar sabores, identificar tendências e ajudar a desenvolver os próximos produtos da marca.
🃏 UNO quer fazer com as cartas o que os games fizeram com os esports. A Mattel criou um campeonato oficial valendo US$ 50 mil e ainda lançou uma linha inteira de produtos pensada para esse novo universo.
🎬 Apple aposta em stop motion sem IA para apresentar o novo Mac Mini. É uma tendência?

👀 Se você chegou até aqui, já sabe que temos um bom repertório. Imagina o que dá pra construir juntos... Clique aqui e fale com a gente.
O que você achou da edição de hoje?
até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻

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